Plano para qualificar trabalhador é lançado com verba reduzida

Num momento em que os índices de desemprego batem recordes, o Ministério do Trabalho lançou hoje o Plano Nacional de Qualificação (PNQ) como o menor orçamento dos últimos cinco anos. O plano é voltado prioritariamente para a formação profissional dos jovens em busca do primeiro emprego, dos adultos maiores de 40 anos, agricultores familiares e empregados domésticos. O PNQ substitui o Plano Nacional de Formação Profissional (Planfor), declarado extinto no dia 25 do mês passado. O PNQ dispõe, no momento, de R$ 52 milhões para investir na qualificação profissional. Os demais recursos previstos no orçamento, que somam R$ 186 milhões, estão bloqueados. No ano passado o extinto Planfor aplicou R$ 152 milhões na formação profissional de 480 mil trabalhadores. Este ano, com novas regras que prevêem a participação dos municípios, o PNQ espera qualificar 120 mil trabalhadores. Na solenidade de lançamento do programa, o ministro Jaques Wagner admitiu que só a qualificação profissional não é suficiente para reverter a difícil situação do mercado de trabalho. "Uma pessoa qualificada tem mais possibilidade de trabalhar do que outra, mas é preciso reconhecer que a qualificação não garante emprego para ninguém", disse. De acordo com o ministro, as pessoas que estão desempregados dependem do crescimento econômico para conseguirem nova ocupação no mercado. O presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), Canindé Pegado, acusou o Congresso de ser o principal responsável pela crescente diminuição dos recursos para a qualificação profissional. "Os recursos para o programa saem do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e nós sempre colocamos o necessário no orçamento", argumentou. Segundo Canindé, quando o orçamento chega ao Congresso, as verbas destinadas à qualificação são cortadas.

Agencia Estado,

15 Julho 2003 | 19h09

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