Plano plurianual pode garantir renda no campo

Para presidente da Faesp-Senar, Fábio Meirelles, setor deve ter programas permanentes, como seguro rural

Tássia Kastner e Suzana Inhesta, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2014 | 02h13

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp/Senar-SP), Fábio Meirelles, em seu discurso de abertura no Fórum Estadão - Brasil Competitivo, "A Sustentabilidade no Campo II", ressaltou a importância do agronegócio na economia brasileira, mas que ainda há deficiências para o aumento de competitividade e expansão. Segundo ele, não se pode pensar em agronegócio sem pensar na realidade da produção.

"Não podemos dispensar a visão social de quem trabalha nas atividades agropecuárias. Uma evolução da agricultura é melhorar, sem dúvida, a produção", ressaltou. Ele lembrou que 2014 é ano de eleições e que é "pertinente e oportuno" refletir sobre as questões e políticas públicas do setor. "Estão reclamando que não há um documento contendo as principais preocupações do setor para os candidatos analisarem. Este seminário levanta essas questões", declarou, acrescentando que o agronegócio é um dos setores mais complexos da economia.

Meirelles ressaltou a importância da definição de uma política agrícola consistente para garantir a segurança alimentar. "Precisamos desses princípios. Não dispomos de instrumentos de proteção para a nossa produção", declarou. Ele observou que, de 1995 até os dias atuais, a agricultura brasileira tem se mostrado sustentável, com menor intervenção do governo, mas que a consolidação desse processo ainda está em curso. "A Faesp defende uma política agrícola plurianual, com um horizonte de execução de quatro a cinco anos, com programas setoriais permanentes, buscando a estabilização da renda no campo", disse. Entre esses programas, citou o seguro rural como forma de ajudar os produtores a lidar com os riscos climáticos e de mercado e de evitar as distorções na formação de preços. E acrescentou: "A segurança alimentar deve ser um dos principais objetivos da Nação, dos órgãos públicos e das entidades privadas, mas lamentavelmente o tema não parece estar conectado com a política agrícola em curso".

O presidente da Faesp afirmou, ainda, que as questões do campo devem ser sempre discutidas com prioridade no abastecimento. "Somos um País integrado. Temos de ser competitivos em todos os elos, porque a ineficiência de um elo é a ineficiência de toda a cadeia." Lembrou, também, os gargalos logísticos e de infraestrutura que travam o desenvolvimento evolução do setor.

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