Plano poderá ajudar mais de 1 milhão mutuários nos EUA

Principal medida deve ser o congelamento das taxas de hipoteca por cinco anos

Agências internacionais,

06 de dezembro de 2007 | 13h16

O presidente George Bush vai anunciar na tarde desta quinta-feira, 6, o congelamento das taxas de hipoteca por cinco anos, na tentativa de evitar que milhões de americanos percam suas casas. Segundo analistas, o pacote de alívio acertado pelo governo norte-americano dos EUA e grandes financiadores poderá ajudar mais de um milhão de mutuários a evitarem a execução de suas hipotecas nos próximos dois anos. Agências de notícias informaram na quarta-feira que o pacote de ajuda do governo americano prevê pelo menos duas medidas. A primeira que as hipotecas atingidas pelo plano são as originadas entre 1º de janeiro de 2005 e 31 de junho de 2007. A outra determinará o prazo em que a taxa de juros dos contratos permanecerá congelada: cinco anos. A maioria das hipotecas do segmento subprime (com risco de calote) nos EUA tem taxas de juros fixas nos dois ou três primeiros anos do contrato. A partir desse prazo, começam a sofrer reajustes. Alguns especialistas estimam que, por conta disso, muitas prestações poderão ficar até 30% mais caras. O anúncio vem no momento em que a administração Bush trabalha com grupos de consumidores, credores e investidores para encontrar uma maneira de impedir o aumento das execuções de hipotecas. Funcionários do Tesouro americano vinham trabalhando num plano para congelar temporariamente as taxas de juros no nível inicial mais baixo, para evitar o aumento da inadimplência. O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, também vem procurando uma maneira de identificar os grupos de mutuários que poderão ser auxiliados com o refinanciamento. O anúncio de Bush deverá ocorrer apenas algumas horas depois de o Comitê de Serviços Financeiros do Congresso iniciar uma audiência sobre o mesmo assunto, com foco no que deve ser feito para ajudar os mutuários que precisam modificar suas hipotecas. Alguns dos órgãos reguladores bancários mais poderosos de Washington deverão depor na audiência, incluindo o diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Randall Kroszner, o chefe do órgão regulador de câmbio (Comptroller of the Currency), John Dugan, e a presidente do Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), Sheila Bair.

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