coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Plano Real terá mais um ano de inflação menor que 10%, diz Fipe

As taxas de inflação apuradas pela Fipe em São Paulo nos últimos meses, além de confirmar a estabilidade dos preços ao consumidor numa das maiores cidades da América Latina, sinaliza para o fechamento de mais um ano do Plano Real com variação de preços abaixo de 10%.No mês que vem o Plano Real completará oito anos de vigência, sendo que, nos últimos seis, a inflação ficou abaixo de dois dígitos, segundo o IPC-Fipe. Em maio, a taxa de inflação na capital paulista ficou em 0,06%, o mesmo porcentual registrado em abril, praticamente o mesmo verificado em março, de 0,07%, e 0,11 ponto porcentual abaixo da taxa de 0,17% apurada em maio do ano passado.A manutenção dos preços no mês passado, segundo o coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Heron do Carmo, deveu-se mais uma vez à compensação das reduções de queda dos grupos Alimentação e Habitação pela menor pressão do grupo Transporte.O grupo Alimentação reduziu sua deflação de 0,79% em abril para 0,35% em maio. No grupo Habitação, a queda foi reduzida de 0,45% em abril para ?0,09% em maio. Esta queda da Habitação deveu-se à redução do gás de cozinha (-1,80%), da energia elétrica (-0,75%) e aluguel (-0,15%), entre outros.Na outra ponta, o grupo Transporte saiu de uma alta de 1,80% no fechamento de abril para 0,54% em maio. De abril para maio a gasolina saiu de uma alta de 8,93% para uma elevação de 1,01%.Para junho, Heron do Carmo prevê uma taxa de inflação de 0,20%. De acordo com o coordenador da Fipe, a inflação de junho já começa com uma pressão de 0,07 ponto porcentual decorrente do reajuste de 9% no preço do gás de cozinha no começo de junho.Outro fator que contribuirá para a alta da inflação em junho comparativamente a maio serão os alimentos, que devem trocar suas variações negativas por uma estabilidade na pesquisa de junho. No ano passado, no mês de junho, a Fipe havia registrado uma taxa de 0,85%, resultado dos altos reajustes de tarifas públicas.Este ano, contudo, diz Heron, as tarifas serão reajustadas em um patamar menor. "A tarifa de ônibus, pode nem ser reajustada neste ano. Primeiro, porque no ano passado o aumento foi muito alto (21,7%), e depois por ser 2002 um ano eleitoral.No período de 12 meses até maio, o IPC-Fipe acumula uma alta de 6,32%. Ocorre que, em junho, o 0,85% do ano passado dará lugar para uma taxa de 0,20%. Isso poderá levar o IPC-Fipe em 12 meses a fechar abaixo de 6% para fechar o ano de 2002 com uma taxa de inflação de 4%, ou 3,13 pontos porcentuais abaixo da taxa de 7,13% registrada em 2001.

Agencia Estado,

06 de junho de 2002 | 18h28

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.