Plano terá medidas para financiamento

BRASÍLIA - Junto com a nova rodada de concessões, que deverá ser anunciada em meados de maio, o governo pretende lançar um conjunto de medidas para atacar o principal problema do programa: a falta de financiamento. O BNDES não poderá, dessa vez, ser o grande fornecedor de recursos para os empreendedores, disse ontem o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira, ao participar do Encontro Internacional de Infraestrutura e PPPs, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

LU AIKO OTTA , O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2015 | 02h05

Hoje, o banco responde por R$ 188 bilhões em financiamento ao setor, ante R$ 29 bilhões do mercado de capitais. Essa é, segundo avaliou Dyogo, uma dependência excessiva. Dessa vez, o dinheiro terá de vir do setor privado, e isso é um problema cuja solução não é trivial. Ele admitiu que, num momento de ajuste e de taxas de juros elevados, os bancos têm opções rentáveis de menor risco à disposição. A consequência é que o governo precisa fazer uma série de ajustes no mercado de financiamento para garantir maior fluxo de recursos privados.

O primeiro é oferecer maior rentabilidade. "Não podemos nos furtar: a TIR (taxa interna de retorno) terá de ser mais compatível", afirmou o secretário. O governo também trabalha para aumentar a liquidez dos empréstimos para a infraestrutura. O secretário mencionou a criação de fundos de market making e outros instrumentos, mas não os detalhou.

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