Plano VGBL atrai a maioria e impulsiona crescimento do setor

Facilidade tributária explica grande preferência pelo plano, até mesmo dos informais

Agência Estado,

29 de novembro de 2007 | 21h42

Com crescimento bastante superior ao dos demais planos, o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) tem atraído pessoas da economia informal para o sistema da previdência privada. Para ter uma idéia, enquanto o crescimento total das carteiras foi de 23,08% neste ano, até setembro, os planos VGBL apresentaram aumento de 32,28%. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), apenas em setembro esses planos absorveram 72,06% do total captado pelas entidades de previdência. "Regra geral, os outros planos de previdência, os PGBLs, deveriam captar, no máximo, 12% da renda das pessoas. O restante deveria ir para o VGBL. Isso significa que o mercado acompanha de fato essa regra", afirma o diretor de Previdência do Itaú, Osvaldo Nascimento.  O raciocínio é lógico: o benefício fiscal do PGBL é limitado a 12% da renda do investidor e vale apenas para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Assim, quem tem uma renda anual de R$ 100 mil terá o benefício de reduzir sua renda tributável em até R$ 12.000, caso coloque esse valor em um plano de previdência. Se investir um valor acima desse total, não terá como reduzir sua base de tributação. O plano VGBL atende às pessoas que fazem a declaração simplificada de IR e também depósitos acima dos 12% da renda anual. Esse produto oferece o benefício fiscal de tributar apenas o rendimento do fundo no momento do resgate. Além disso, é possível optar pela tributação regressiva da carteira, que reduz a alíquota de acordo com o período da poupança. O superintendente-comercial da Brasilprev, Marco Barros, lembra que esse benefício faz do VGBL um produto mais atraente em relação ao fundo de investimento. "Comparando os dois produtos, o rendimento do VGBL é acumulado, fica rendendo", explica.  Com essas características, o produto tem condições de atrair investidores de todos os perfis, destaca o diretor da Caixa Vida e Previdência, Juvêncio Braga.  Ranking A liderança desse mercado é da Bradesco Vida e Previdência. No acumulado do ano, até setembro, a entidade é responsável por 41,59% dos recursos totais depositados nessas carteiras. A instituição captou R$ 7,2 bilhões em planos de previdência. Desse total, R$ 5,595 bilhões foram para o VGBL. Ou seja, quase 80%. O segundo lugar no ranking é da Itaú Vida e Previdência, com 22,34% das reservas técnicas. Lá, a realidade não é diferente: quase 85% dos depósitos em planos de previdência foram colocados em carteiras VGBL. Para aproveitar essa tendência, muitas operadoras já vendem o VGBL com um forte apelo. São os produtos específicos para jovens e crianças. "Isso atrai, pois o VGBL já tem um perfil de poupança de longo prazo. E, direcionado para crianças e jovens, é muito adequado", diz o diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, Marco Antonio Rossi, que também ocupa a vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

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