Plano VGBL é boa opção para a aposentadoria

Aplicar em uma previdência VGBL com finalidade de renda para futuro (mais de 70 anos) é bom negócio? Esse tipo de aplicação oferece algum risco?

Fábio Gallo ,

20 de agosto de 2012 | 03h05

É um bom negócio para quem pensa na aposentadoria. Os planos de previdência privada (VGBL e PGBL) são produtos securitários. Isso quer dizer que são administrados por uma seguradora, assim o risco reside justamente na seguradora escolhida por você. Esses planos têm basicamente duas fases. O período de acumulação é a fase em que você faz depósitos (aportes). O dinheiro é aplicado em um fundo de previdência privada, onde o cotista é a seguradora, sendo que a carteira pode conter títulos de renda fixa ou renda variável. A fase de benefício é o período em que você pode usufruir o que acumulou, a soma do valor aplicado e do rendimento. Nos planos PGBL, o valor das contribuições pode ser deduzido da sua base de cálculo do Imposto de Renda, com o limite de 12% da sua renda bruta anual. Importante notar que o benefício fiscal é concedido apenas para aqueles que fazem a declaração completa e também contribuem para a previdência oficial. No VGBL, as contribuições não são deduzidas do IR e a incidência de imposto, em caso de resgate ou pagamento de renda, ocorrerá apenas sobre o ganho de capital (rendimento das aplicações). Por isso, é um plano recomendado para autônomos, empresários ou aqueles que não pagam IR e/ou já alcançaram os 12% permitidos para dedução em contribuições em PGBL.

O ideal é sempre pagar à vista e pedir desconto? Usar ou evitar cartão de crédito em operações à vista?

Não tenha dúvida que pagar à vista e pedir desconto são sempre a melhor opção. Qualquer que seja o tipo de bem a ser adquirido devemos sempre tentar pagar à vista. Obviamente, para a grande maioria das pessoas pagar tudo à vista não é possível. Assim, utilizar de crédito é a saída. Mas financiar a compra de bens deve obedecer algumas condições. A primeira delas é que o orçamento familiar deve estar bem organizado. Segundo, as prestações devem caber neste orçamento. Isso quer dizer que o valor total das prestações não deve ultrapassar o nível de 30% do orçamento. Nós devemos entender também que itens de consumo imediato não devem ser objeto de financiamento. Não há sentido em financiar algo que você irá consumir em curto prazo e ficar com dívida por longos meses, como comprar ovos de páscoa à prestação. O cartão de crédito pode ser um instrumento muito útil na organização de seu orçamento, mas desde que você nunca utilize do crédito rotativo do cartão. Em outros termos, quite a fatura do cartão no dia de seu vencimento, isso porque os juros cobrados são os mais caros do mundo, algo em torno de 400% ao ano. O cartão é para aquelas pessoas que utilizam essa forma de pagamento para controlar as suas despesas, aproveitar ofertas e organizar a data de pagamento das contas.

Agora com as taxas de juros mais baixas há muita gente falando em investir em ações. Os ETFs são uma boa opção neste momento?

Os ETFs são boa opção principalmente para aqueles investidores que estão querendo começar a investir em ações e ainda não têm muito conhecimento de mercado. Assim, em vez de arriscar-se no mercado de capitais investindo diretamente em ações, realize esse investimento num fundo. Os ETFs (do original em inglês Exchange Trade Fund) são fundos negociados em bolsa, oferecidos pelas corretoras. Essas carteiras são elaboradas para acompanhar um índice de ações como o Ibovespa, ou um setor, como o de consumo ou imobiliário, ou mesmo empresas sustentáveis. O primeiro ETF lançado pela Bovespa foi em 2004, o PIBB11, e segue o IBrX-50, carteira composta pelas 50 ações mais negociadas da BM&FBovespa.

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