Planos de capitalização atraem pelo sorteio

O baixo rendimento não foi motivo suficiente para inibir a captação de recursos no segmento de títulos de capitalização em 2001. De acordo com dados da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), foi registrado um crescimento em torno de 7% neste setor em 2001, na comparação com o ano anterior. De acordo com a presidente da Comissão de Capitalização da Fenaseg, Rita Batista, os números preliminares indicam uma captação líquida de R$ 594 milhões até outubro.Os títulos de capitalização costumam oferecer um rendimento abaixo do oferecido pelas cadernetas de poupança. No ano passado, o ganho líquido acumulado na poupança foi de 8,52%, correção abaixo da inflação medida pelo Índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M) em 2001, que foi de 10,38%. No mesmo período, os fundos referenciados DI (pós-fixados) registraram um ganho líquido de 13,42%.A opção dos investidores pelos títulos de capitalização com certeza não leva em conta o rendimento, mas sim a possibilidade de ganhar um prêmio. "Em alguns casos, a possibilidade de ganhar um prêmio acaba pesando ainda mais na decisão do investidor", afirma Rita Batista.No ano passado, as cadernetas de poupança apresentaram uma captação negativa de 1,67%, na comparação com o saldo final de 2000. Os fundos de investimento seguiram a mesma tendência e encerraram o ano passado com uma captação líquida negativa de R$ 5,8 bilhões.Nem todo o dinheiro investido é remuneradoMensalmente, o investidor paga pelo título uma determinada quantia, a qual é divida em três partes: a parcela de capitalização - dinheiro que será devolvido com o adicional proporcional de juros -, a parte do sorteio e a parte dos custos administrativos da instituição financeira. Estas duas últimas partes podem estar agrupadas num único nome no contrato, como taxa de carregamento, ou indicadas separadamente.A forma como este dinheiro será dividido deve ser a primeira preocupação para o investidor. Cada instituição pode estabelecer quanto destinará à capitalização, respeitando o limite mínimo estipulado pela Fenaseg, de 50% do total pago mensalmente. Esta parcela é chamada de reserva matemática.Uma parte do dinheiro restante é o valor pago pelo investidor em troca do benefício de concorrer ao prêmio. Sobre esta parcela, a Fenaseg também estipula um limite, de no máximo 25% do valor pago. Ou seja, se a administradora destinar 25% à parcela do prêmio e 50% à capitalização dos recursos, 25% do total pago será destinado a cobrir os custos administrativos da administradora.Rendimento é muito baixo e ainda paga IRA parte destinada à capitalização tem um rendimento mínimo estabelecido - 20% da taxa de juros paga nas cadernetas de poupança mais a variação da Taxa Referencial (TR). Como as cadernetas de poupança pagam hoje 6% ao ano, o investidor que compra um titulo de capitalização recebe 1,2% ao ano mais a variação da TR. Vale destacar que qualquer mudança nas regras sobre o rendimento das cadernetas de poupança altera também as regras para os títulos de capitalização. No exemplo de um título de capitalização que cobra aportes mensais de R$ 1 mil e destina 50% à reserva matemática, R$ 500 serão remunerados à taxa anual de juros de 1,2% mais a variação da TR. Em relação à tributação, a alíquota de 20% de Imposto de Renda (IR) incide sobre a diferença paga pelo título de capitalização e o valor dos saque. Neste exemplo, em 12 meses, o investidor aplicou R$ 12 mil. Se o valor do saque for de, por exemplo, R$ 13 mil, o IR incide sobre a diferença, de R$ 1 mil. Caso o investidor ganhe o prêmio oferecido pelo plano, a incidência de IR também será pela diferença. Veja mais informações sobre os títulos de capitalização - carência, sorteios e resgates antecipado e parcial - na cartilha sobre esta aplicação indicada no link abaixo.

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