Planos de crescimento da LG incluem o Brasil

Das imponentes torres gêmeas no bairro de Yeongdeungpo-gu em Seul, capital da República da Coréia, a LG Electronics planeja estratégias para conquistar consumidores de todo o mundo. O ambicioso objetivo dessa divisão empresarial do Grupo LG é chegar a 2010 entre os três maiores fabricantes mundiais de eletroeletrônicos, ao mesmo tempo em que busca valorizar a marca, associando-a a produtos de tecnologia cada vez mais avançada. E, para isso, conta com o crescimento dos negócios no Brasil, o sétimo mercado da marca depois da Coréia do Sul, EUA, China, Rússia, México e Índia.Os números são grandiosos. O Grupo LG atua nas áreas química e de energia, eletrônica e telecomunicações, finanças e serviços, e fatura US$ 55 bilhões, estendendo seus braços em mais de 150 países, com 55 subsidiárias, 300 escritórios e fábricas nos quatro continentes, nos quais emprega 113 mil funcionários. A divisão LG Electronics, a mais importante do grupo, tem 72 unidades e 55 mil funcionários, e fabrica televisores, aparelhos de DVD, videocassetes, condicionadores de ar, monitores de computador e telefones celulares. Chegou ao Brasil em 1997, onde investiu cerca de US$ 140 milhões em seus dois complexos industriais - um em Manaus, no Amazonas, e outro em Taubaté, no interior de São Paulo.Na Coréia do Sul, a marca LG disputa com a Samsung a supremacia no mundo dos eletrônicos. Está entre as quatro maiores corporações do país, ao lado da principal concorrente e das fabricantes de automóveis Hyundai e Daewoo. Suas origens apontam para o ano de 1947, quando, em plena Guerra da Coréia, o empresário In-Hwoi Ku, conhecido como Yonam, estabeleceu as bases da empresa com a criação da Lucky, fabricante de cosméticos e de produtos de higiene pessoal. Em 1958, criou a Goldstar, empresa que daria origem à divisão de eletrônicos do grupo. A Lucky & Goldstar se manteve até 1995, quando se transformou em LG. No país de origem, a marca redonda com as letras L e G formando um sorriso pode ser vista em escovas e pastas de dentes, produtos para limpeza, elevadores, máquinas pesadas e até em postos de gasolina. AceitaçãoNo Brasil, as duas fábricas da empresa garantem as vendas para o continente. A LG Electronics vê boas perspectivas de crescimento desse mercado, e anima-se com a rápida aceitação da marca entre os brasileiros. Segundo o vice-presidente executivo Young-Soo Kim, responsável pelo Departamento de Comunicação Global da LGE, as decisões da companhia não estão concentradas em Seul, e no caso brasileiro cabe à subsidiária local decidir o momento certo para ampliar seus investimentos no País. "Para uma empresa global como a LG Electronics, o Brasil tem importância estratégica vital, tanto que a empresa constantemente investe em novas linhas de produção e no desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para demandas específicas do Brasil", diz o vice-presidente da LG Electronics no Brasil, Jang-Hwa Lee. Em outubro de 2002, a LG Electronics investiu US$ 2 milhões para iniciar a produção de displays de plasma no Brasil, tornando-se a primeira fabricante dessa tecnologia no País. E iniciou a produção do DVD-2in, equipamento inédito que combina funções de DVD e videocassete. Os displays de plasma são atualmente a menina dos olhos da LG, pioneira no desenvolvimento de um painel de plasma de 40 polegadas, em 1997. A tecnologia PDP (plasma digital panel) destaca-se pela imagem de altíssima definição em telas de grandes dimensões com espessura ultrafina e design sofisticado. Primeira a desenvolver uma TV de plasma de 60 polegadas - a maior do mundo -, a LG consolidou sua liderança entre os fabricantes de displays de plasma e vê como tendência a queda de preço do equipamento. Para enfrentar o cenário mundial de instabilidade e manter seu compromisso de longo prazo com o País, a empresa investe nas exportações da subsidiária brasileira. Segundo Jang-Hwa Lee, "a empresa pretende tornar o Brasil um pólo exportador de eletroeletrônicos para as Américas, enquanto aposta em produtos high end - altamente tecnológicos e diferenciados - para o mercado interno". Dentro dessa estratégia, no ano passado, a LG apresentou crescimento de 10% no País, fechando o exercício com um faturamento de R$ 1,2 bilhão. Entre os equipamentos que a subsidiária brasileira fabrica e comercializa no País, destacam-se, além dos displays de plasma de 40 e 60 polegadas, televisores com tecnologia LCD (cristal líquido) de 15, 20 e 30 polegadas, TVs de projeção com telas planas de 44 e 54 polegadas, monitores de computador com tela de cristal líquido e convencionais, celulares e condicionadores de ar. CelularNa telefonia celular, a LG Electronics é o sexto maior fabricante mundial e espera um crescimento de 46% nas vendas de aparelhos neste ano, o que a elevará ao quarto lugar no ranking. No Brasil, a empresa alcançou em 2002 o quarto lugar entre os fabricantes de aparelhos com a tecnologia CDMA, utilizada pela operadora Vivo (mercado de 3,3 milhões de aparelhos), e espera um crescimento de 25% neste ano, com o lançamento de aparelhos com design moderno e avançada tecnologia. A empresa também planeja para breve o lançamento de aparelhos com a tecnologia GSM no País, utilizada pela operadora TIM.O jornalista viajou a convite da LG Electronics

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