Planos de saúde falam em reajuste

Mais uma vez as empresas de planos de saúde suplementar estão ameaçando com aumento de preços. Esse tem sido o comportamento padrão sempre que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) procura exigir qualquer mudança de procedimento ou melhoria no atendimento. Desta vez, a ameaça veio por conta da resolução que cria o Plano de Contas-Padrão para as empresas operadoras.Wagner Barbosa de Castro, coordenador da comissão econômica da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), argumenta que as exigências para padronização de contas do setor demandam recursos de infra-estrutura e preparo de pessoal, pois as empresas têm os dados, mas não de forma padronizada. Segundo ele, a exigência significaria mais custo para o consumidor final. "Como toda regulamentação do setor, é mais um ingrediente que tem impacto de custo sobre as empresas." No entanto, todo reajuste de planos de saúde só pode ser cobrado depois de autorizado pela ANS.Nova exigência da ANS favorece consumidorEntidades de defesa do consumidor vêem a resolução como um avanço. "Será mais fácil avaliar os reajustes pleiteados pelas empresas", diz Elisete Miyazaki, da Fundação Procon de São Paulo. Segundo Mário Scheffer, representante dos consumidores no Conselho Nacional de Saúde, será possível saber quanto as empresas gastam com tratamento, publicidade e administração.Para as operadoras que também são seguradoras, a resolução não altera em nada a rotina administrativa e nem os custos. Essas empresas já publicam balanço anual e possuem plano de contas. Segundo o vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg), Luiz Tavares, o padrão das seguradoras foi usado como modelo para a resolução da ANS.

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