Planos de saúde pressionam inflação em São Paulo

O reajuste dos contratos de assistência médica foi o principal responsável pela alta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de julho, calculado em 0,59%. O aumento detectado no período, de 4,49%, fez com que o índice subisse 0,14 ponto porcentual apenas com este item. Para agosto, o coordenador do IPC, Paulo Picchetti, projeta que o aumento dos preços dos planos possa voltar a contribuir com a inflação da capital paulista com 0,10 ponto porcentual.Depois dos planos de saúde, o item que mais influenciou o IPC-Fipe no mês passado foi viagem-excursão, com alta de 9,52% e contribuição de 0,07 ponto porcentual. Picchetti informou, no entanto, que na ponta ao consumidor (a variação do preço da semana passada ante a semana semelhante do mês anterior) este item já apresenta deflação de 2,5%. "Este é um aumento de preço típico das férias de julho", considerou o coordenador.Energia elétrica também teve um papel importante na inflação da capital paulista medida pela Fipe em julho. Apenas a elevação de 1,39% dos preços fez com que o IPC subisse 0,06 ponto porcentual. Este item deverá contribuir também com a inflação de agosto (0,41 ponto porcentual) e setembro (0,07 pp), segundo cálculos de Picchetti.GasolinaA cada semana, a gasolina apresenta um peso menor no IPC, mas ainda figura como a quarta maior alta do índice em julho, com elevação de 1,74% e participação de 0,05 ponto porcentual. Na ponta ao consumidor, a variação já é negativa em 2,5%. "Isto é fruto da concorrência, que regularizou os preços depois do aumento concedido pela Petrobras em 15 de junho", ressaltou o coordenador.Há três itens entre as maiores altas do IPC em julho, que ainda apresentam tendência de elevação. São eles: açúcar, batata e álcool combustível.

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