Planos de saúde querem reajuste de 10%

Insatisfeitas com o reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) este ano - de 5,42% para todos os planos de saúde -, as empresas querem mais. O principal argumento das seguradoras, grupos de saúde e Unimeds é que a legislação impôs a oferta de assistência médica de ampla cobertura, sem permitir o respectivo aumento de preço que isso representa. "As empresas pequenas podem tornar-se inviáveis", acredita o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, sugerindo que a ANS trabalhe com reajustes diferentes, segundo a necessidade de cada empresa.O diagnóstico é correto para boa parte do setor. A diretora de Normas e Habilitação da ANS, Solange Beatriz Mendes, confirma que várias empresas têm carteiras de clientes desequilibradas, mas são capazes de corrigir o problema. A solução é o acompanhamento de custos das empresas pela ANS e instauração da política de reajustes. O acompanhamento entra em vigor em 1.º de janeiro, com o Plano de Contas - uma espécie de roteiro a ser seguido pelas empresas na organização de suas finanças. Segundo a Abramge e a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg), em lugar dos 5,42% concedidos pela ANS para este ano, o setor precisaria de 10%, em média. O cálculo do valor baseia-se em três pontos: impacto de 4% sobre os custos graças a aumento de impostos, custos médico-hospitalares acima da inflação média e setor atrelado a constante atualização tecnológica e, portanto, mais caro.

Agencia Estado,

18 de dezembro de 2000 | 19h48

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