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Planos de saúde terão reajustes de até 9,39%

As mensalidades dos planos de saúde vão subir, em média, 7,56%, a partir de junho. A operadora que se comprometer a corrigir em 20% as tabelas de consultas médicas terá direito a um aumento maior, de 9,39%. O reajuste deve ser anunciado oficialmente hoje pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os porcentuais foram divulgados ontem após uma reunião da Câmara de Saúde Suplementar, órgão da ANS responsável por análises técnicas.O reajuste não deve ser feito para todos os usuários de uma vez. As empresas só poderão aumentar os preços dos contratos na data de vencimento. Um plano feito em agosto do ano passado, por exemplo, terá um novo preço apenas em agosto deste ano. O bônus proposto pela ANS para as operadoras que corrigirem as tabelas das consultas atende a reivindicações feitas pelas entidades que representam os profissionais, no início do mês. Os médicos diziam que os valores não subiam desde 1995 e chegaram a fazer um dia de mobilização nacional para conscientizar os pacientes. Operadora reclama de percentual O presidente da Unimed do Brasil, Celso Barros, diz temer que o reajuste de 7,56% prejudique a saúde financeira das operadoras de assistência médica. Algumas empresas vinham pressionando a ANS para que fosse concedido um aumento maior, na faixa de 15%, para as mensalidades dos planos de saúde. Na época a ANS divulgou que este valor era inconcebível. "Discordo desse índice e da maneira como foi constituído. O ideal seria usar como base a planilha de custos das operadoras", afirma Barros. Para ele, o porcentual ficou abaixo das necessidades das empresas, para que mantenham a qualidade no atendimento. Parte das empresas do setor argumenta que os reajustes autorizados pela ANS não têm refletido fielmente a evolução dos custos médicos, hospitalares e laboratoriais. Além disso, elas têm colocado que, após a criação da agência, passaram a pagar diversas taxas que não existiam. Para Celso Barros, que representa as cooperativas médicas na Câmara de Saúde Suplementar, o índice não reflete também os aumentos de custos externos, como combustíveis, energia elétrica e telecomunicações. Abramge queria reajuste diferenteSegundo Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que engloba quase metade dos usuários de planos no Brasil, a reação ao percentual deve variar de empresa para empresa. "Nossa proposta era que o reajuste fosse diferente para cada uma, de acordo com a planilha de custos", conta. Como a ANS não seguiu esta idéia, Almeida diz que algumas operadoras farão um reajuste acima das necessidades, enquanto outras podem sofrer para se manter com os 7,56% autorizados pela agência.

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