Planos para garantir o futuro dos pequenos

Que tal aproveitar outubro, mês do Dia das Crianças, para dar início a uma poupança de longo prazo para garantir o futuro de seu filho? Esse é o mote que bancos e seguradoras estão usando para que pais e avós incluam seus filhos e netos em um plano de previdência privada. Para William Schmidt, diretor de Previdência do Banco Santander e do Banespa, que na semana passada lançaram o SuperPrev Filhos, o plano de previdência é o melhor presente que os responsáveis podem oferecer a seus dependentes. "Ele permite aos pais ou avós assegurar a educação das crianças, planejar a aquisição do primeiro imóvel ou abrir seu negócio após o curso universitário." Ao que tudo indica, a sugestão vem dando resultado. "Historicamente, há um crescimento de 30% na aquisição de planos para crianças e jovens em outubro", comenta Jorge Pohlmann, diretor de Marketing e Relacionamento com os Clientes da Bradesco Previdência. O crescimento do setor, contudo, segundo o diretor da Itaú Vida e Previdência, Osvaldo Nascimento, vem desde maio de 2001, quando foi permitido que os pais deduzissem na declaração do Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda bruta anual, as contribuições feitas para um plano de previdência privada em nome do dependente. Anteriormente, o responsável adquiria o plano em seu nome e depois o transferia para o filho. "A mudança na lei permitiu ao pai investir parte do IR no futuro dos filhos." Conforme Nascimento, os produtos para jovens já representam cerca de 4% do total de planos comercializados. "Só a Itaú tem uma carteira com 70 mil crianças." Pohlmann, da Bradesco, comenta que, em geral, os pais adquirem o plano pensando no financiamento do curso superior do filho. "Segundo nossas pesquisas, o gasto com o curso superior está, em média, em torno de R$ 100 mil." Quanto antes começar, menor será a contribuição De acordo com o diretor da Real Seguros, Flávio Perondi, bancos e seguradoras oferecem, no momento, dois tipos de plano básico: o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL). No primeiro, é permitida a dedução das contribuições da renda bruta anual na declaração do Imposto de Renda, que será cobrado, no entanto, no momento do resgate. No VGBL, não existe o benefício fiscal da dedução, mas, em contrapartida, o IR será recolhido apenas sobre o rendimento das aplicações, na hora do saque. No mais, os dois são semelhantes: proporcionam uma renda temporária, durante quatro ou cinco anos, a partir do momento que o dependente completar 17 ou 18 anos de idade. Daí por que, quanto antes o plano tiver início, menor poderá ser a contribuição. Pela simulação do gerente da Área Corporate da Nationwide, Sidney Leone, que toma por base uma hipotética contribuição mensal de R$ 100,00, taxa de administração de 2,5% e rentabilidade de 12% ao ano, no fim de 15 anos o participante terá acumulado um saldo equivalente a R$ 24.671,85, que pulará para R$ 41.447,39 ao cabo de 20 anos.

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