Planos prejudicam pacientes para reduzir custos

Com o intuito de reduzir despesas, as empresas de planos de saúde adotam medidas que dificultam a vida do paciente. As seguradoras chegam a impor um limite de exames que os médicos credenciados podem solicitar aos pacientes, obrigando-os a passar por mais de uma consulta até conseguir as guias. Além disso o valor pago por consulta é bem inferior ao que o médico receberia de um cliente particular, o que torna a qualidade do atendimento aos pacientes associados inferior. Para conseguir fazer dois exames, Ana (nome fictício) teve de passar por três médicos diferentes. "O primeiro médico me disse que eu precisava fazer mamografia e exame de densitometria óssea, mas como não mexia com mamas indicaria outro médico para pedir os exames", conta Ana. A verdade é que a cota de exames que este médico poderia solicitar já havia acabado. Por isso, Ana foi obrigada a marcar mais uma consulta. O segundo médico solicitou apenas a mamografia, encaminhando-a para um terceiro profissional. Só depois de passar por três médicos, Ana pôde ir ao laboratório e realizar seus exames. Procon aponta errosSegundo a técnica do Procon-SP, Ilma Araújo dos Santos, a nova lei que regulamenta o funcionamento das operadoras de saúde proíbe a limitação de exames e de dias de internação. No entanto, os órgãos de defesa do consumidor continuam recebendo grande número de reclamações em relação às duas questões. "Há ainda muita confusão provocada pela lei e pelas medidas provisórias que vieram em seguida", afirma a técnica. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) garante apenas o cumprimento dos novos contratos, mas o Código de Defesa do Consumidor garante os direitos do associado que enfrentar dificuldades para realizar exames.

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