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Plasma e LCD dão a vez ao LED

TV com nova tecnologia é mais econômica e tem imagem superior

Ethevaldo Siqueira, O Estadao de S.Paulo

10 de janeiro de 2009 | 00h00

Muito além de plasma e LCD (Liquid Crystal Display, ou monitor de cristal líquido) o consumidor brasileiro terá em breve diversas opções tecnológicas na escolha de seu novo televisor. A primeira delas deverá será a tecnologia LED (Light Emitting Diode). Em seguida, virão a TV de LED orgânico ou OLED, a TV a laser e a TV tridimensional (TV3D). E todas trarão muito mais qualidade de imagem, perceptível a nossos olhos como maior contraste e cores mais vivas. É difícil dizer qual dessas tecnologias será a vencedora a longo prazo. Mas ninguém deve preocupar-se, pois ainda por 10 anos ou mais todas elas vão conviver. Mais do que uma vitrine mundial para os novos televisores, o Consumer Electronics Show (CES) deste ano, se transformou numa praça de guerra entre os maiores fabricantes coreanos e japoneses: LG, Samsung, Panasonic, Mitsubishi, Toshiba, Sharp e Sony. Comecemos pela tecnologia LED (Light Emitting Diode), que é neste ano a tecnologia mais proclamada e elogiada nos lançamentos de novos televisores digitais de alta definição. Além de consumir apenas 40% da energia requerida por tecnologias como a do LCD, as TVs a LED têm imagens que não se comparam com nenhuma tecnologia anterior quanto ao brilho e à nitidez. A estratégia da indústria, no entanto, é começar a introdução das novas tecnologias pelos produtos mais sofisticados, mais caros e de maiores dimensões. O sucesso da Samsung é um televisor de tela plana com apenas 6,5 milímetros de espessura. A Sharp, por sua vez, não apenas está lançando televisores acima de 50 polegadas como apresenta modelos combinados com os toca-discos Blu-ray, para DVDs de alta definição. Essa parece, aliás, ser uma tendência para os televisores de mais alto padrão.O tamanho dos monitores ficou limitado ao máximo de 150 polegadas do lançamento do protótipo da Panasonic em 2008 - que talvez ainda demore muito para tornar-se produto de massa porque seu preço supera o de um carro de luxo (por volta de US$ 200 mil ou R$ 500 mil). O tamanho máximo considerado ideal para as residências de luxo oscila entre 1,53 metro (60 polegadas) e 2,54 metro (100 polegadas) de diagonal.LASER NÃO EMPOLGA Embora tenha tudo para ser a TV do futuro, a tecnologia de laser não parece empolgar os fabricantes. Antes dela - e talvez por muitos anos - deverá prevalecer a tecnologia de LED, que é, aliás, muito parecida na utilização dos componentes geradores de luz e de laser.O único exemplo de televisor a laser apresentado entre as inovações laureadas foi o da Mitsubishi, que preferiu apresentá-lo como uma solução ambiciosa: além de tecnologia laser a imagem é tridimensional e voltada exclusivamente para videogames.A experiência visual, com óculos especiais, impressiona pela sensação de profundidade e realismo que transmite ao usuário. A preferência inicial por videogames se deve, acima de tudo, à falta de conteúdos cinematográficos de boa qualidade. Hollywood já tem planos de produção de filmes em 3D.3D PARA VALERDepois de mais de 20 anos de tentativas, a indústria tem agora a oportunidade de dominar a tecnologia de imagens tridimensionais (3D), não apenas para uso doméstico, mas também para espetáculos em salas cinematográficas. Um exemplo ocorreu anteontem, quando a Fox patrocinou aqui no CES 2009 a transmissão de televisão tridimensional de uma partida de futebol americano entre Flórida e Oklahoma, exibida ao vivo em diversas salas. O grande debate agora está na área da padronização da tecnologia e de suas especificações.A Fox e outras grandes empresas de conteúdo estão interessadas em ampliar o debate não apenas sobre as perspectivas do negócio mas, principalmente, sobre a questão da padronização tecnológica. O grande risco é a falta de consenso entre os fabricantes, já que o mercado não aceitará a convivência de duas ou mais tecnologias não compatíveis.

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