Marcos Santos/USP Imagens
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Plataforma de equity crowdfunding anuncia 3ª oferta pública a partir de R$ 500

Assim como no mercado de ações, o investidor dessa modalidade ganha participação acionária na empresa – a diferença é que ela não é negociada na B3

Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

07 Março 2018 | 16h35

Pioneiro no equity crowdfunding no País, o Kria (antigo Broota), dá início nesta quarta-feira, 7, à terceira rodada de captação da empresa, aberta ao público a partir de R$ 500. Assim como no mercado de ações, o investidor de equity crowdfunding ganha uma participação acionária na empresa – a diferença é que ela não é negociada na B3.

Por meio do equity crowdfunding, startups fazem a captação pública de investimentos para financiar sua operação, podendo receber pequenas quantias de vários investidores até chegar ao montante desejado. Apesar de ser um investimento de alto risco e baixa liquidez, não está exposto a riscos políticos como as aplicações em Bolsa.  O investimento não tem taxas de administração e não precisa de corretora, mas é possível a cobrança de taxas de performance em caso de sucesso.

Nesta rodada, a Kria busca R$ 3 milhões, sendo R$ 1 milhão via pessoa física. Já foram captados R$ 2 milhões com cinco investidores estratégicos. Até o início da tarde, a empresa obteve R$ 600 mil. Como chamariz, Frederico Rizzo, CEO da empresa destaca a oportunidade de saída com lucro dos investidores. “É um investimento de baixa liquidez, mas em menos de quatro anos foram três oportunidades de saída, esta última com retorno de 37% ao ano para quem entrou na primeira rodada", garante.

Avanços. Formado majoritariamente por investidores-anjo, o equity crowdfunding começa a atrair os grandes fundos institucionais. O Kria chamou a atenção do fundo Leblon Equities, que adquiriu 10% da empresa em uma oferta secundária e está agora liderando a terceira rodada de captação da empresa. O movimento ocorre após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dar sinal verde para as captações de recursos por empresas de pequeno porte via equity.

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Rizzo diz que após a resolução da CVM, triplicou a procura de empreendedores pelo serviço de captação online, o que chamou a atenção dos investidores institucionais. “É um sinal de que estamos entrando em um novo estágio de amadurecimento dos negócios. A nossa história é a história do equity crowdfunding no País”, diz.

O equity crowdfunding já é regulamentado em vários países e tem sido uma ferramenta importante no mundo todo para capitalizar empresas em fase inicial.

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