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Plataforma digital do governo federal já tem 84 milhões de usuários

Número equivale a 62% dos internautas no País; ‘gov.br’ já disponibiliza opções como a carteira de trabalho e de trânsito, mas governo planeja digitalizar todos os serviços até 2022

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 05h00

BRASÍLIA - Mais de 84 milhões de brasileiros já utilizam os serviços digitais do governo federal por meio do endereço gov.br, o equivalente a 62% dos usuários de internet no País. A plataforma integra, em um único cadastro, acessos para o Meu INSS, carteira de trabalho digital, carteira digital de trânsito, entre outros serviços. O número é mais de 40 vezes o registrado no início de 2019, quando apenas 2 milhões utilizavam a ferramenta.

O governo tem como meta digitalizar todos os serviços até 2022. Até agora, já foram adaptados 2.481 dos 3,9 mil serviços.

O secretário adjunto de Governo Digital do Ministério da Economia, Ciro Avelino, diz que o trabalho realizado até agora tem como impacto uma economia projetada de R$ 591 milhões ao ano para o governo, diante do menor custo para disponibilizar os serviços, e de R$ 1,54 bilhão ao ano para a população.

O cálculo da economia para a população leva em conta, por exemplo, a dispensa de uma visita presencial ao INSS, que demandaria gasto com transporte e uma possível espera (sem que a pessoa possa fazer outra atividade produtiva nesse tempo). “Ficou claro que governo digital será uma pauta de qualquer governo. É inevitável. Fica inviável ter um governo que não tenha ao menos disponibilização de canais digitais”, afirma.

Críticas

O secretário diz que as críticas de usuários têm sido levadas em conta para melhorar a plataforma. Dentro do órgão, há um departamento que faz sugestões de aprimoramento no sistema. Segundo Avelino, essa divisão já fez mais de 1 mil intervenções por meio de entrevistas e contato direto com usuários dos serviços digitais.

Avelino garante que há o cuidado de adaptar as ferramentas às necessidades do usuário, mesmo quando o público-alvo não é o mais acostumado com o uso de tecnologias. Ele cita como exemplo a prova de vida de beneficiários do INSS. Enquanto em alguns aplicativos, como no CPF digital, a verificação de identificação é feita apenas no modo “selfie”, o governo pretende na prova de vida habilitar o uso da câmera traseira para que o beneficiário, geralmente idoso, possa ter ajuda.

Dos 40 serviços mais usados pelos brasileiros, apenas quatro ainda não foram totalmente digitalizados e um está em transformação (o da prova de vida). Já é possível fazer pedido de seguro-desemprego, obter carteira de trabalho, sacar o abono salarial e obter passaporte por meio digital. Os quatro pendentes dessa lista são acessar o benefício garantia-safra, registrar-se como pescador artesanal (habilitado ao seguro-defeso), cadastrar-se na base de dados da agricultura familiar e acessar o Progredir Jovem (programa de qualificação de mão de obra pelo Sistema S).

Treze Estados e 74 municípios que já se integraram ao gov.br também disponibilizam ali a resolução de seus serviços, como, por exemplo, solicitações de limpeza urbana e pagamento do IPVA.

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