Plataforma P-65 está interditada por pendências de seguranças

De acordo com Sindicato dos Petroleiros, interdição foi motivada por denúncias feitas por trabalhadores de pendências de segurança

Glauber Gonçalves, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 19h36

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) informou nesta quinta-feira, 26, que fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) do Rio determinaram a interdição da plataforma P-65, que atualmente trata o petróleo produzido pelas plataformas da área sul da Bacia de Campos.

Segundo o sindicato, a interdição foram motivadas pelas denúncias de 34 pendências de seguranças feitas por trabalhadores à entidade, que às repassou aos órgãos fiscalizadores. O Sindipetro-NF diz ainda que o documento prevê a interdição de setores de serviços realizados em vasos de pressão em espaços confinados e do acendimento manual do queimador de gases descartados do processo industrial. O sindicato afirma, ainda, que o auto passa a valer após a notificação do superintendente da SRTE e a publicação por edital.

Procurada, a Petrobrás afirmou em nota que a P-65 está em parada programada de manutenção desde o último dia 23 e isso não teria impacto sobre a produção de petróleo da empresa já que a plataforma em questão apenas auxilia no tratamento do óleo de outras unidades, em processo complementar ao da plataforma PCE-1 (Enchova).

A estatal também diz que a unidade foi adquirida em 2009 e que, apesar de o projeto do antigo operador da plataforma atender a todos os requisitos da legislação brasileira, a P-65 desde então tem recebido pequenas modificações para seguir o padrão de projeto das demais plataformas da Petrobras.

De acordo com a empresa, parte das não conformidades apontadas na vistoria da STRE já havia sido identificada anteriormente pela Petrobras e encontra-se em fase de conclusão pela equipe técnica. Outras estariam sendo antecipadas para cumprir as determinações da superintendência.

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