Plataformas terão até 50% de participação nacional, diz Dutra

O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, disse hoje que com as novas condições adotadas pela estatal nos editais de contratação das plataformas P-51 e P-52, a participação de empresas nacionais deverão ficar entre 40% e 50% do total dos contratos. Ele afirmou que a expectativa é de que os contratos para a construção das plataformas sejam assinados até junho deste ano.Dutra evitou revelar o número de empresas às quais a Petrobras enviará cartas-convite para a participação no processo de licitação das plataformas. Ele disse apenas que serão "mais de dez empresas".Segundo ele, a expectativa inicial era ter um nível de nacionalização de até 60% nessas licitações. "Mas não há capacidade nos estaleiros brasileiros para a fabricação dos cascos das plataformas", disse. O presidente da Petrobras lembrou que a grande mudança promovida nos editais é que "antes, não havia exigências em relação ao nível de nacionalização do fornecimento". A Petrobras, segundo Dutra, somente exigia que a entrega das plataformas fosse feita no Brasil.As próximas licitações de contratação de plataformas também deverão ter exigências de participação de empresas nacionais, disse Dutra. Segundo ele, a Petrobras deverá iniciar as licitações para a contratação das plataformas P-53 e P-54 em abril e em junho, respectivamente. "Como serão plataformas construídas sobre navios, modelo com as quais a indústria brasileira já está acostumada a fazer, a expectativa é de que aumente a participação de componentes nacionais", afirmou.O presidente da estatal disse que existe uma tendência de aumento da participação da indústria brasileira nessas encomendas, à medida que as empresas brasileiras irão desenvolvendo tecnologias que somente são encontradas atualmente no exterior.

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