Platts Kingsman reduz estimativa de produção de açúcar na Tailândia em 2014/15

A consultoria Platts Kingsman reduziu sua previsão para a produção de açúcar da Tailândia em mais de 4 por cento para a temporada encerrada em setembro de 2015, mas manteve inalterada a estimativa de déficit global do produto, à medida que melhoraram as condições climáticas na Índia.

REUTERS

22 de julho de 2014 | 10h35

Uma menor produção na Tailândia, segundo maior exportador global, atrás apenas do Brasil, pode dar sustentação aos preços do açúcar na bolsa de Nova York, que caíram 6 por cento nos últimos três meses. A Kingsman disse, no entanto, que maiores estoques de passagem reduziriam os ganhos.

A empresa projetou a produção tailandesa em 2014/15 em 10,8 milhões de toneladas de açúcar, ante 11,3 milhões da previsão anterior, devido a um tempo ruim.

"A Tailândia está na temporada chuvosa, mas as precipitações estão abaixo do esperado e essa seca pode reduzir produtividades", disse Jonathan Kingsman, diretor de agricultura da Platts Kingsman.

"Não alteramos nossa estimativa para o déficit global. Se houver alguma revisão, poderemos reduzir o número para a Tailândia", disse ele à Reuters no intervalo de uma conferência em Bangcoc, nesta terça-feira.

A previsão da Platts Kingsman para a safra tailandesa está alinhada com a de operadores e indústrias, de 10 milhões a 11 milhões de toneladas. Não há estimativa oficial da Tailândia para 2014/15.

A consultoria reiterou a previsão de um déficit global de 2,1 milhões de toneladas de açúcar em 2014/15, depois de quatro anos de excedente, mas acrescentou que os riscos de produção no Brasil e na Índia continuam.

"As chuvas de monções (na Índia) estão se recuperando, mas ainda há um longo caminho. Não iremos revisar o número da Índia. No entanto, a produção ainda está em risco", disse o especialista.

A previsão da Platts Kingsman para a produção da Índia é de 25 milhões de toneladas e do Brasil de 34 milhões de toneladas, em 2014/15.

O analista não vê uma alta expressiva nos preços, devido aos estoques globais.

"Os estoques estão enormes e nós estimamos que esse excedente disponível limite qualquer movimento de alta dos preços", disse.

Ele aumentou em 12 por cento a estimativa de estoque global ao final da temporada 2013/14, para 4,8 milhões de toneladas.

(Por Apornrath Phoonphongphiphat)

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