Plebiscito diz 'não' à compra de caças suecos

Brasil é agora único cliente externo para o novo modelo de aviões, que ainda não começou a ser produzido

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2014 | 02h05

Os suíços rejeitaram nas urnas a compra dos caças Gripen da Saab e deixaram o Brasil como único cliente externo para o novo modelo de aviões que ainda vai começar a ser produzido. A Saab se apressou em garantir que os planos para a fabricação do novo jato não serão modificados. Mas fontes do setor militar na Europa apontam que, enquanto o contrato com o Brasil não for finalizado, o projeto será alvo de questionamentos.

O governo da Suécia já anunciou que compraria 60 jatos da Saab. Mas, para que o projeto seja viabilizado, a empresa sempre indicou que a produção dos novos modelos do Gripen precisaria contar com a exportação de pelo menos 20 jatos.

O governo suíço havia fechado em 2011 um acordo para a compra de 22 jatos que custariam US$ 3,4 bilhões. A Saab havia oferecido produzir parte dos aviões na Suíça, concedendo contratos de até US$ 450 milhões para empresas locais.

Isso não foi suficiente para convencer a população a votar a favor da compra. O assunto foi a um referendo popular depois que a oposição conseguiu reunir 50 mil assinaturas e forçou a votação, alegando que não existia razão para o gasto num país que há 200 anos não vai à guerra. Ontem, 53,4% dos suíços disseram "não" à compra./J.C.

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