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Pleyel encerra atividade em Paris

Fabricante de pianos foi fundada em 1807

O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2013 | 02h16

A tradicional fabricante de pianos francesa Pleyel anunciou ontem o encerramento das suas atividades. Com sede em Paris, a empresa foi fundada em 1807 e criou instrumentos para Manuel de Falla, Stravinski e Chopin. A companhia tinha 14 funcionários.

A Pleyel já havia dado sinais de problemas financeiros em 2007, quando o grupo decidiu fechar a unidade de Alès, no sudeste do país. A planta se tornou inviável economicamente por causa da competição com produtos da China e da Coreia do Sul.

No auge, a companhia chegou a produzir 3 mil pianos por ano. Mas ultimamente a produção não passava de 20 unidades. Nos últimos anos, com a demanda fraca, a Pleyel se concentrou em instrumentos mais caros, que chegavam a custar 200 mil (US$ 269 mil). Para produzir cada piano, segundo a empresa, eram necessárias 5 mil peças e entre 500 a 1,5 mil horas de trabalho.

Na avaliação da Confederação Francesa de Artes e Ofícios (CFMA, na sigla francesa), o fim de umas das fábricas mais antigas do mundo ilustra "o plano social em grande escala que opera no setor artístico" em toda a França.

"Todos os dias desaparecem oficinas técnicas de conhecimento ancestral, que empregam 5 mil pessoas e representam o DNA econômico e cultural" da França, informou a CFMA por meio de comunicado.

Com o fim da Pleyel, o grupo Klein - fundando em 1791 e com sede em Montreuil - se torna o único fabricante francês ativo de pianos.

Outros gigantes do setor também têm encontrado dificuldade para sobreviver à concorrência com fabricantes asiáticos.

Em julho, a norte-americana Steinway foi adquirida pelo fundo Paulson & Co, depois de lutar para manter a sua margem de produção. A última fabricante de piano na Grã-Bretanha, Kemble, encerrou as atividades em 2009, mas seus pianos são feitos ainda hoje em fábricas asiáticas da Yamaha.

 

(Agências Internacionais)

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