DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Plural considera preocupante aprovação da venda do etanol diretamente nos postos

Entidade sustenta que os custos extras serão da ordem de R$ 870 milhões e que é possível que ocorra perda de arrecadação

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2018 | 11h48

A Plural (antigo Sindicom) considerou preocupante a aprovação no Senado do projeto de decreto que permite a venda do etanol diretamente do produtor aos postos de combustíveis. Foram 47 votos a favor e apenas 2 contra. A entidade sustenta que os custos extras serão da ordem de R$ 870 milhões e que é possível que ocorra perda de arrecadação.

"É preocupante, ao não levar em conta as complexidades que envolvem o setor. O argumento de que trará benefícios ao consumidor carece de avaliação aprofundada", diz o posicionamento da entidade.

"Na realidade, o preço final ficará mais caro; a garantia de qualidade, mais difícil; e a arrecadação por parte do Estado, mais vulnerável".

"Não à toa, além da Plural, as outras duas principais entidades que representam o setor de etanol são contra a proposta: a Unica, dos produtores, e a Fecombustíveis, dos postos revendedores", acrescenta.

+ ANTT abre consulta pública para discutir tabela de preços

Como já informou o Estadão/Broadcast em reportagem da semana passada, a Plural acredita que as usinas produtoras não possuem logística necessária – que envolve sistemas de dutos, ferrovias e bitrens – para chegar aos mais de 40 mil postos espalhados pelo Brasil.

Segundo a entidade que representa as maiores distribuidoras do País, a complexa malha em funcionamento atualmente só foi possível ao longo de anos de investimento e desenvolvimento sob uma "sólida regulação que define claramente os papéis e responsabilidades de cada agente da cadeia de suprimentos".

Mais conteúdo sobre:
Etanol combustível

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.