Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

PM expulsa servidores do prédio da Secretaria da Fazenda no Rio

Grupo formado por cerca de 50 pessoas, a maioria de professores, invadiu o local na noite de quinta-feira para protestar contra atraso nos salários

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2016 | 10h30

RIO - Policiais Militares expulsaram, na madrugada desta sexta-feira, 15, os cerca de 50 servidores que ocupavam o prédio da Secretaria Estadual de Fazenda, no Centro do Rio, em protesto contra o atraso de salários.  

O grupo, composto por servidores ativos e inativos do Estado, a maioria professores, invadiu o local na noite da quinta-feira (14), depois de passar pela segurança e quebrar uma porta de vidro. Apesar do clima tenso, por volta das 2h30, os servidores saíram sem confronto com a Tropa de Choque da PM. Os manifestantes desejavam ser recebidos pelo secretário da pasta, Julio Bueno, para negociar.

Em nota divulgada na noite da quinta-feira, o governo estadual disse que se pauta "pelo diálogo com servidores e sociedade em geral, condenando qualquer prática beligerante, principalmente quando seguida de atos de vandalismo". "O Governo do Estado do Rio de Janeiro considera legítimo o direito de manifestação, desde que não ocorram prejuízos aos serviços prestados à população e sejam respeitadas a integridade física das pessoas e a preservação do patrimônio público. A ocupação e a depredação das instalações da Secretaria de Estado de Fazenda, ocorridas na tarde desta quinta-feira, são absolutamente condenáveis. Os servidores que ali trabalham se esforçam, mais do que nunca, na construção de iniciativas para amenizar o déficit financeiro do Estado", afirmou.

Servidores que estavam acampados em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) também foram expulsos pela PM, no fim da noite desta quinta-feira (14). Eles montaram dez barracas nas cores verde e amarela no local. As duas manifestações aconteceram depois de o Estado ter liberado o pagamento de servidores ativos e inativos que ganham até R$ 2 mil. Com a decisão, os que ganham acima desse valor, cerca de 137 mil pessoas, só teriam o pagamento regularizado em 12 de maio.

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