PM vigia prédio da Finatec para evitar retirada de dados

Para evitar a retirada de documentos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), a Polícia Militar está vigiando, neste fim de semana, o prédio da entidade. A Finatec é acusada pelo Ministério Público de fazer gastos incompatíveis com a atividade científica. Vinculada à Universidade de Brasília (UnB), a fundação gastou R$ 470 mil na compra de um carro de luxo e de objetos para decorar o apartamento do reitor da Timothy Mulholland. Entre os gastos, há a aquisição de três lixeiras no valor de R$ 2.738, de equipamentos de TV e som que somaram R$ 36.603, quadros adquiridos por R$ 21.600 e 16 vasos com plantas diversas na cobertura por R$ 7.264.Na sexta-feira, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou o afastamento de cinco diretores da fundação. O economista e administrador Luiz Augusto Souza Fróes foi nomeado como interventor na Finatec. A desembargadora Nídia Côrrea Lima decidiu pelo afastamento dos diretores após ação apresentada pelo Ministério Público, no final de janeiro.Na decisão, Nídia Lima afirma que a intervenção, "embora constitua medida drástica, permitirá ao MP, como órgão de fiscalização, apurar de forma mais eficiente as irregularidades imputadas aos dirigentes da Finatec permitindo o retorno daquela fundação ao atendimento dos fins para os quais foi criada".

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