Nilton Fukuda/Estadão
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PMDB define posição majoritária a favor da reforma trabalhista

Após reunião do partido, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) fez questão de esclarecer que a posição da legenda sobre o tema não é unânime

Isabela Bonfim e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2017 | 20h55

BRASÍLIA - Renan Calheiros (PMDB-AL) deixou a reunião do PMDB como líder do partido no Senado. Ameaçado de destituição, o peemedebista anunciou que a bancada vai apoiar o presidente Michel Temer e a reforma trabalhista, que está em tramitação. Entretanto, ele fez questão de esclarecer que a posição não é unânime.

Além disso, como líder, Renan deve se abster de falar pela bancada toda vez que sua posição divergir da maioria. "A bancada do PMDB definiu posição majoritária a favor da reforma trabalhista. Mas maioria não foi unanimidade. A bancada vai se reunir sempre que houver questão conflituosa e, tendo divergência, algum senador pode fazer o encaminhamento representando a posição majoritária", alegou.

No primeiro teste como líder após a reunião, Renan evitou dizer com todas as letras que é contrário ao governo, mas fez ponderações. "Eu sou favorável às reformas, mas acho que na medida que foram enviadas para o Congresso, elas são exageradas", disse. "Mas o que importa é que a maioria decidiu por apoiar o projeto", completou.

Divergências. As disputas internas ainda não parecem totalmente resolvidas. Ao fim da reunião, Renan e o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), deram versões diferentes sobre o apoio da bancada ao presidente Michel Temer.

Líder do governo, Jucá, que comandou o movimento contrário a Renan, quis destacar a decisão de apoio à reforma trabalhista e ao presidente. "A bancada tomou duas decisões hoje. Foi aprovado por ampla maioria o apoio do PMDB ao relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) na reforma trabalhista. E também foi aprovado por ampla maioria o apoio incondicional da bancada ao presidente Michel Temer", afirmou.

Renan, por outro lado, minimizou essa decisão. "Senadores expressaram apoio incondicional ao presidente Michel Temer, mas não foi unanimidade. E não houve decisão sobre isso, porque as opiniões não foram aferidas uma a uma, não foi uma votação", alegou.

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