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PMDB diz que não houve acordo para aprovar MP dos Portos

Líder do partido na Câmara afirma que não houve avanços e PSDB  já considera impossível a aprovação do texto em tempo hábil

Ricardo Brito, Daiene Cardoso e Anne Warth, da Agência Estado,

14 de maio de 2013 | 17h58

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou na tarde desta terça-feira que não houve acordo com o governo para aprovar a Medida Provisória 595, a MP dos Portos. "Não houve avanços", afirmou.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), já considera impossível a aprovação em tempo hábil. Segundo ele, mesmo que a tramitação seguisse um ritmo normal daqui para diante na Casa, o tema somente poderia ser votado no plenário do Senado na sexta-feira. O problema é que a proposta perde validade na próxima quinta-feira, dia 16.

Sampaio disse que "o melhor caminho" para o governo Dilma seria apresentar um projeto de lei sobre o tema. "Em 45 dias estaríamos votando o assunto aqui", disse o tucano. Segundo Sampaio, a MP chegou ao plenário da Câmara, oriunda da comissão mista especial, com "vícios favorecendo quatro empresas". Ele argumentou que embora o PSDB seja favorável à modernização do marco regulatório do setor portuário, atuará em posição contrária ao texto da MP que está sendo analisada hoje.

Tumulto

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), abriu por volta das 17h30 desta terça, pela terceira vez, sessão destinada à votar a MP. A sessão anterior havia sido suspensa porque o deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) invadiu a Mesa Diretora da Casa e estendeu uma faixa em que cobrava mais recursos para a área de saúde.

Na reabertura dos trabalhos, Henrique Eduardo Alves disse que Toninho Pereira merecia todo o respeito. Ele, entretanto, admitiu que a segurança do plenário não teve a melhor atitude ao retirar o parlamentar de forma supostamente ríspida. "A segurança também não agiu de forma adequada", disse, ao afirmar que vai analisar o caso depois.

O presidente da Câmara destacou que a melhor resposta às críticas contrárias aos parlamentares é votar a MP. O episódio envolvendo Toninho Pereira ocorreu no momento em que os líderes do DEM e do PR, respectivamente, Ronaldo Caiado (GO) e Anthony Garotinho (RJ), trocaram acusações no plenário.

Garotinho criticou a oposição por se valer da suposta denúncia de corrupção feita na semana passada por ele contra uma emenda apresentada pelo líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), para tentar travar a votação da MP dos Portos.

Caiado rebateu, chamando o líder do PR de "chefe de quadrilha". "Estou convencido de que Vossa Excelência faz parte do chiqueiro, está com a caatinga dos porcos", disse o líder do DEM. Garotinho retrucou. "Não vou descer ao nível das suas palavras. O tempo vai lhe dar a resposta. Eu não abandono amigo meu. Eu não finjo que não conheço Demóstenes, não virei as costas para Demóstenes Torres", afirmou Garotinho, numa referência ao senador cassado no ano passado por envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Demóstenes era do mesmo partido de Caiado, o DEM.

No momento desse bate-boca, o deputado do PP invadiu a Mesa da Câmara, com uma faixa em que cobrava recursos para a área da saúde. "R$ 8,3 bilhões (empenhados) tiraram da saúde", citava a faixa. 

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