PMDB procura nome para presidência da Eletrobrás

Um importante cacique do PMDB informou à Agência Estado que o partido está procurando um nome para indicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a presidência da Eletrobrás, mas não abrirá uma disputa política pelo cargo. A presidência da estatal ficou vaga com a saída de Aloisio Vasconcelos, anunciada oficialmente nesta quarta-feira.Segundo o dirigente do PMDB, o partido foi surpreendido com a saída de Vasconcelos do cargo. Essa mesma fonte disse que Vasconcelos deixou a estatal não só por divergências com outros diretores da Eletrobrás, mas também porque recebeu uma "boa proposta" da iniciativa privada.A indicação do próximo presidente da Eletrobrás será um sinal claro quanto aos limites do governo Lula de chegar a um equilíbrio entre a necessidade de composição política e a atuação mais técnica, em busca de resultados operacionais. A estatal controla cerca de dois terços da energia consumida no País (considerando a comercialização de Itaipu) e será crucial para evitar que haja problemas de suprimento nos próximos anos.Até os técnicos do governo já admitem que o País terá problemas a partir de 2010 se não conseguir viabilizar grandes empreendimentos nos próximos anos e isso exigirá a participação ativa da estatal e suas controladas (Furnas, Chesf e Eletronorte, principalmente). Se o PMDB indicar o presidente, como se especula, terá a responsabilidade de liderar grandes obras nos próximos anos.É o caso dos dois megacomplexos na Amazônia, que são a hidrelétrica de Belo Monte (potência de 5.500 a 11.000 MW) e as duas usinas do rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), com potência de 6.450 MW no total. Os dois empreendimentos estão listados no Plano Decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) 2006-15, mas ainda não saíram do papel. Há quase consenso de que terão de ser construídas com participação da estatal, seja de forma direta, ou em parceria com o setor privado, o que vai exigir ampla capacidade financeira e gerencial.

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