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Coluna Dan Kawa: Juro baixo é bom, mas impõe desafio ao investidor

Pnad mostrou melhor situação da população

Entre 2009 e 2011 aumentou o número dos brasileiros ocupados, a população mais velha trabalhou por mais tempo, mais pessoas passaram a viver sozinhas e os índices de distribuição da renda melhoraram. Estas foram algumas das informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada no fim de semana pelo IBGE. O levantamento é um bom instrumento para entender a evolução da economia no último triênio e ajuda a prospectar o futuro.

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h08

O mais tradicional dos instrumentos de aferição da distribuição de renda - o Índice de Gini - caiu de 0,518, em 2009, para 0,501, em 2011 (quanto menor, menos concentrada é a renda). O País ainda é um dos mais desiguais do mundo, mas a desigualdade diminui desde o controle da inflação, em 1994. A maior alta nos rendimentos do trabalho (29,2%) foi registrada entre os 10% mais pobres, salvo na Região Norte. Na média, mais de 5 milhões de pessoas saíram da faixa de pobreza.

Aumentou 3,6 milhões o número de empregados com carteira assinada no setor privado. Outras pesquisas indicam que as atividades formais (que incluem serviço público, conta própria e pequenos empresários que recolhem contribuição para a Previdência Social) já representam mais de 71% da população ocupada.

No conjunto, a Pnad mostra um quadro favorável, apesar do aumento do porcentual de maiores de 25 anos sem instrução (de 13% para 15,1%) e de jovens entre 15 e 17 anos que não estudam nem trabalham. "A matrícula está caindo porque o ensino médio é muito ruim, é chato", disse ao Estado o economista Cláudio de Moura Castro, especialista em educação.

O levantamento explica por que o consumo liderou a atividade econômica: a maior propensão a consumir está na população de baixa renda, com menos acesso a bens (eletroeletrônicos, eletrodomésticos, motos ou autos) e a serviços (viagens aéreas, turismo, planos de saúde).

Há mais lares com uma só pessoa e com casais sem filhos, o que demanda maior quantidade de imóveis e cria gastos acima da média com habitação e com assistência à saúde. O quadro do saneamento é ainda muito ruim (no ritmo atual, esgoto em todas as casas, só daqui a 20 anos).

O aumento das contratações de mão de obra é o principal motor da ascensão social e da demanda de consumo. Novas profissões se expandem, como a de cuidadores da população idosa. Mas, para que os avanços se consolidem, a educação deverá ter papel fundamental.

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