Pobreza na Argentina já atinge 51,4% da população

A pobreza já atinge pouco mais da metade da população argentina. Uma pesquisa do grupo Sophia, com base nos dados do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos), revelou que 21% dos argentinos vive com menos de um dólar por dia. O estudo mostra que 51,4% dos argentinos vive abaixo da linha de pobreza: 18,219 milhões de miseráveis num país de 36 milhões de habitantes. A decadência social do país assusta os argentinos acostumados a viver na Paris da América Latina.São 7,7 milhões de pessoas com ingressos mensais que não alcançam a cesta básica de alimentos, que aumentou 35,75% desde o último mês de janeiro. A recessão de mais de quatro anos é dramática. A desvalorização do peso colocou nas estatísticas mais 3,813 milhões de pobres, o equivalente a 25 mil novos pobres por dia ou ainda 762 mil pobres por mês. Fenômenos como os "flanelinhas", meninos de rua, mendigos e sem-teto começaram a fazer parte, visivelmente, do dia-a-dia dos portenhos somente a partir de 98, em pequena medida, e em 2000, em grande porção.Já existem 8,319 milhões de crianças e jovens que vivem em 3 milhões de lares pobres: 66,6% dos menores da Argentina é pobre. Nos últimos cinco meses, a pobreza infantil e juvenil aumentou em 1,3 milhão de crianças e jovens. Calcula-se que de 10% a 20% das crianças de todo o país sofrem com a desnutrição crônica. Pouco a pouco, o argentino vai conseguindo olhar ao seu redor e ver esta nova realidade. O difícil é aceitar a transformação do país que já foi o exemplo da América Latina em educação, alfabetização, cultura e resplandecência.Leia o especial

Agencia Estado,

25 de junho de 2002 | 09h33

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