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Pobreza teve queda recorde em 2006

Número de pobres caiu 13,4% e o de indigentes, 17%, mas as regiões mais pobres tiveram as menores reduções

Fernando Dantas, RIO, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2019 | 00h00

A pobreza no Brasil diminuiu 13,4% no ano passado, passando de 29,5% para 25,6% da população. A extrema pobreza teve redução de 17%, caindo de 11% para 9,1%. Com isso, cerca de 7,3 milhões de brasileiros deixaram de ser pobres e 3,5 milhões saíram da indigência (extrema pobreza). Nos dois casos, foram as maiores quedas desde 1996. Em 2006, porém, a pobreza e a indigência caíram de forma mais intensa nas regiões mais ricas. A pobreza diminuiu 10,4% na Região Norte e 10,2% na Região Nordeste, menos que a média nacional, de 13,4%. Nas regiões mais ricas, Sudeste, Centro-Oeste e Sul, a pobreza caiu mais que a média nacional - respectivamente 18,8%, 21,5% e 15,8%.O mesmo fenômeno aconteceu com a indigência, que caiu 14,2% na Região Norte, 14,7% na Nordeste, e, respectivamente, 24,4%, 24,2% e 17,2% nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. A média nacional foi 17%. O Nordeste tinha o maior porcentual de pobres em 2006 (46,4%) e de indigentes (19,8%). Os melhores números foram os do Sudeste, com, respectivamente, 14,8% e 3,9%.A queda menor da pobreza e da indigência nas regiões mais pobres é um sinal, segundo Mauricio Blanco, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), no Rio, de que a aceleração do crescimento econômico pode estar trazendo de novo os impactos negativos da falta de educação na distribuição de renda.Assim, em regiões onde a população pobre tem deficiências mais sérias de educação, os mais ricos tendem a se beneficiar mais do crescimento. Os números foram calculados pelo Iets, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006, usando linhas de pobreza e de indigência (atualizadas) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A linha de pobreza média do Brasil (ela varia por região) corresponde a uma renda familiar per capita de R$ 167, e a de indigência, de R$ 83. Não é possível determinar qual foi a queda específica de 1994 e 1995 porque não houve Pnad em 1994. Mas a redução do número de pobres e indigentes em 2006 foi maior que a média anual de 1994 e 1995, quando os efeitos do Plano Real provocaram uma forte melhora nos indicadores sociais.

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