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Pochmann critica o juro alto e o câmbio

Para o presidente do Ipea, essa política compromete o crescimento

Célia Froufe, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

A combinação de juros altos com o real valorizado não é favorável ao crescimento sustentado do País nos próximos anos. A avaliação foi feita ontem pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, após participar do seminário Perspectivas Econômicas Regionais, organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Ministério da Fazenda, em São Paulo.Segundo ele, essa questão, associada à indefinição do mercado financeiro externo, traz preocupação para o País. "Essas questões podem ter impacto sobre o crescimento de economia brasileira em 2008", afirmou. Para Pochmann, o governo não deveria ter deixado o real se valorizar tanto. "Intervenções deveriam ter sido feitas antes. Agora, é mais difícil."Segundo ele, o real valorizado e os juros altos tornam o País mais atraente para o capital externo, o que favorece o ingresso de mais divisas e fortalece ainda mais o real. "Temos de pensar em uma grande política para evitar esse cenário. A tributação dos investidores estrangeiros é uma opção dentro de um leque muito grande", exemplificou, ressalvando que não quer dizer que isso precise ser feito de fato. Ele também está no grupo dos economistas que avaliam que o Brasil não soube aproveitar a expansão mundial dos últimos anos e esse é um dos motivos pelos quais o País não liderou o crescimento econômico das últimas décadas.

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