Pochmann quer novos servidores para o Ipea

Para economista, instituto deve ter renovação constante de quadros

Alberto Komatsu, O Estadao de S.Paulo

06 de dezembro de 2007 | 00h00

Após ter sido alvo de intensas críticas por causa de recentes mudanças na diretoria do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o presidente da instituição, Márcio Pochmann, anunciou que pretende renovar o quadro funcional do Ipea, que atualmente conta com mil funcionários. Desse total, segundo informou, metade já se aposentou. É possível que no ano que vem seja realizado um concurso público para contratar novos funcionários, mas o número de vagas ainda não foi definido."A idéia é fazer concursos periodicamente para ter uma sistemática de renovação de quadros. Não sei se precisa chegar a mil funcionários (ativos)", afirmou Pochmann, durante a abertura do Seminário Nacional de Indicadores em Direitos Humanos, realizado no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).MAL-ENTENDIDOSobre as críticas que recebeu ao trocar recentemente quatro economistas que estariam divergindo da política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Pochmann repetiu que o afastamento apenas fez parte de uma reorganização. "Na verdade, acho que houve um mal-entendido. Existe uma enorme diferença entre o fato e a versão dada", defendeu-se. "Mas também entendo que isso termina ocorrendo em fim de ano, votação de várias coisas (pelo Congresso). Eu talvez tenha sido penalizado por essa situação", disse o presidente do Ipea.Pochmann assumiu o Ipea em agosto. De lá para cá, cinco das seis diretorias da instituição tiveram mudanças, especialmente em Brasília. De acordo com ele, duas diretorias estavam sendo ocupadas interinamente. "Na verdade, as modificações que fiz foram apenas em três diretorias: social, macroeconomia e estudos setoriais", afirmou.De acordo com o presidente do Ipea, a prioridade é traçar uma agenda, que deverá ficar pronta em fevereiro, para definir os temas centrais do trabalho do instituto para os próximos dois anos. "Nossa preocupação são as condições necessárias para o desenvolvimento do ponto de vista da economia nacional e as suas repercussões para a sociedade brasileira. Em segundo lugar, está a forma de inserção do Brasil no mundo", afirmou.Para poder executar esse trabalho, Pochmann disse que está em contato com universidades, institutos de pesquisas estaduais e organismos multilaterais, como o Banco Mundial (Bird), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) para "mobilizar a inteligência nacional".De acordo com Pochmann, o objetivo é criar um centro de informações para preparar gestores na área de planejamento e de desenho de projetos, além de um programa de pesquisadores visitantes dentro do Ipea.

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