Jacquelyn Martin/AP
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Pode ser apropriado subir os juros em dezembro, diz Yellen

Presidente do BC dos EUA sinaliza a possibilidade, mas pondera que decisão ainda não foi tomada e depende de indicadores de inflação e mercado de trabalho no pais

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2015 | 16h51

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, disse em seu pronunciamento no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA que o Fed pode elevar as taxas de juros de curto prazo na reunião de dezembro, mas enfatizou que ainda nenhuma decisão foi tomada. Segundo ela, quanto mais cedo o aumento tiver início, mais gradual será a trajetória de aperto monetário. No Brasil, a reação do mercado ao discurso se refletiu na queda da Bolsa e na alta do dólar.

O Fed espera que "a economia continue a crescer a um ritmo que é suficiente para gerar novas melhorias no mercado de trabalho e para retornar a inflação para a meta de 2% no médio prazo, e se os dados apoiarem essa expectativa, então a nossa declaração indica que dezembro seria uma possibilidade", disse Yellen nesta quarta-feira. "Mas é importante ressaltar que ainda não tomamos nenhuma decisão sobre isso", acrescentou.

O Fed tem mantido sua taxa de referência de juros de curto prazo perto de zero desde dezembro de 2008. Yellen disse no final de setembro que ela e os demais formadores de política monetária consideram "adequado elevar a taxa de juros em algum momento no final deste ano para continuar a aumentar as taxas de curto prazo a um ritmo gradual, posteriormente, enquanto o mercado de trabalho melhora e a inflação acelere para o nosso objetivo de 2%".

A presidente do Fed disse também que "se mover em tempo hábil, caso os dados e as perspectivas justifiquem tal medida, é algo prudente a fazer porque nós seremos capazes de se mover a ritmo mais gradual. Esperamos totalmente que a economia irá evoluir de tal forma que possamos avançar em um ritmo muito gradual, e, claro, depois de fazermos isso, estaremos observando muito cuidadosamente se as nossas expectativas estão sendo atingidas", observou Yellen.

Referindo-se a comentários recentes de Lael Brainard, diretora do Fed, sobre o estado subjugado de inflação nos EUA, Yellen disse aos legisladores que "se elevarmos os juros em dezembro, será com base em expectativas justificadas de inflação, de que o mercado de trabalho está melhorando e os fatores transitórios estão desaparecendo, e que com isso a inflação vai subir para 2%. Mas é claro que se elevarmos e a expectativa não for atingida, podemos ajustar a política apropriadamente", explicou. A próxima reunião de política monetária do Fed acontece nos dias 15 e 16 de dezembro.

Em relação à China, Yellen disse que o país tem vendido Treasuries por causa da pressão de baixa sobre o yuan. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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