Poder de compra do trabalhador cresceu em agosto, diz IBGE

Segundo o IBGE, avanço da renda média se relaciona com a desaceleração da inflação no mês

Idiana Tomazelli, Agência Estado

26 de setembro de 2013 | 14h54

RIO - O avanço de 1,7% na renda média habitual do trabalhador em agosto ante julho foi possível devido ao arrefecimento da inflação no mês. "Há um ganho no poder de compra da população", avalia o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo. Em agosto, a renda média ficou em R$ 1.883,00, enquanto em julho havia sido de R$ 1.851,01. Ele pondera, no entanto, que o crescimento poderia ter sido ainda maior, se a desaceleração da inflação tivesse sido mais intensa.

Em 2013, a média para os primeiros oito meses do ano é de R$ 1.871,50, já ajustada pela inflação. O valor é 1,5% a mais do que em 2012, quando foi de R$ 1.843,99.

Já a desaceleração na taxa de desemprego, que ficou em 5,3% em agosto ante 5,6% em julho, é consequência de uma redução na população desocupada. "O que contribui para a retração da taxa de desocupação foi a queda significativa no contingente de desocupados", afirma Azeredo. Na comparação com julho, a queda foi de 83 mil pessoas (-6,0%), apesar de avanço de 0,6% em relação a agosto de 2012.

"Foi a menor taxa de desocupação para um mês de agosto, juntamente com agosto de 2012, quando a taxa já havia sido de 5,3%", ressalta Azeredo. "É a primeira inflexão significativa da taxa".

Apesar disso, o aumento da população ocupada, segundo o gerente da pesquisa, não refletiu um impacto tão significativo. Em relação a julho, houve acréscimo de 90 mil pessoas ao mercado de trabalho, avanço de 0,4%. Em relação a agosto de 2012, foram criadas 274 mil vagas (+1,2%). Já a população em idade ativa se manteve estável ante julho e cresceu 0,9% (369 mil) ante agosto de 2012).

"A ocupação cresce em ritmo menor", destaca Azeredo. "Embora a população ocupada tivesse em um ano crescimento acima da população em idade ativa, isso não foi suficiente para gerar impacto significativo. O nível de ocupação ficou estável." Outro destaque, segundo Azeredo, foi o avanço dos trabalhadores com carteira assinada, com alta de 3,1% ante agosto de 2012 e de 0,9% ante julho. Hoje, esse contingente representa 50,4% do mercado, de acordo com a pesquisa.

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