Taba Benedicto/Estadão
Presidente do Nubank, David Velez, diz que decidiu internacionalizar a empresa apenas depois de solidificar operação no Brasil Taba Benedicto/Estadão

'Podíamos ficar só no Brasil, mas temos ambições'

David Velez, fundador do Nubank, diz que depois de México, Argentina deve receber o banco digital

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2019 | 09h00

“Desde o começo queria internacionalizar a empresa, mas tinha de ser no momento certo”, afirma o presidente do Nubank, David Velez, que anunciou em maio deste ano seu processo de expansão no exterior. O país escolhido pelo banco digital para inaugurar a estratégia foi o México, com o lançamento de um cartão de crédito internacional, sem anuidade.

Segundo Velez, a decisão de ampliar os negócios no exterior foi tomada no fim do ano passado e, além do México,  incluiu a Argentina. “Embora fosse uma vontade nossa, tínhamos em mente que a internacionalização ocorreria apenas quando a operação estivesse sólida no Brasil, gerando caixa e com uma curva de crescimento forte”, diz ele.

A escolha do México para lançar o programa de internacionalização se deve ao tamanho do mercado potencial do país, que pode ser maior que o do Brasil. Velez afirma que a penetração de cartão de crédito no mercado mexicano é de 10%, ante 40% no mercado brasileiro. “Além disso, a desbancarização é de 70% lá e, aqui, de 40%.”

O fundador do Nubank afirma que a instituição poderia não se internacionalizar e continuar só explorando o mercado brasileiro, que ainda tem muito para crescer. “Mas temos grandes ambições.” Ele afirma, no entanto, que a expansão será gradativa. Depois do México, a Argentina será o próximo destino do banco digital. A expectativa é que a instituição aterrisse no país vizinho no começo do ano que vem, diz Velez.

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