Polaroid volta a pedir concordata

Grupo sofre com fraude de controlador

, O Estadao de S.Paulo

20 de dezembro de 2008 | 00h00

O grupo Polaroid, célebre por ter inventado as câmeras fotográficas instantâneas, anunciou que teve de recorrer à lei americana de falências para facilitar sua reestruturação financeira, depois de uma suposta fraude cometida pelo seu controlador. O capítulo 11 da lei de falências permite que uma empresa em dificuldades financeiras inicie uma reestruturação sob supervisão de um juiz.A Polaroid explicou que precisou declarar concordata por causa da repercussão dos problemas do fundo americano Petters Group Worldwide, que comprou seu controle em 2005, depois de a empresa ter declarado uma primeira concordata, em 2001.Criada em 1937 graças à invenção de um jovem americano de 20 anos, a Polaroid se transformou numa das marcas mundiais mais conhecidas depois da Segunda Guerra Mundial. O grupo se endividou muito no final dos anos 1980, para resistir a uma oferta de compra hostil. Também perdeu muito dinheiro investindo, sem êxito, em novos produtos. A Polaroid, na verdade, foi atropelada pelo avanço da fotografia digital no mundo, que tornou, de certa forma, obsoleta a fotografia instantânea. A companhia afirmou que vai continuar a operar normalmente, mesmo com o pedido de concordata.O Petters Group e sua unidade de capital de risco Petters Co. Inc. apresentaram em outubro um pedido de concordata próprio, depois que uma investigação federal em relação a um esquema de fraude de US$ 3 bilhões levou ao fundador da companhia, Tom Petters. O empresário está preso, e sustenta que é inocente. Mas vários de seus executivos já confessaram ter participado do esquema.

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