Polícia cerca área da reunião da Alca em Quito temendo protestos

A polícia e o Exército do Equador fecharam todas as entradas de acesso ao bairro de Mariscal, em Quito, onde se concentram hotéis, restaurantes e lojas que atendem sobretudo a estrangeiros. É nessa área que se hospedam ministros, autoridade e convidados que participarão da VII Reunião Ministerial da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), nesta quinta e sexta-feira. Somente após identificação os carros e os pedestres podem circular. O ministro Celso Lafer, das Relações Exteriores, chegou a Quito nesta madrugada.Em vários pontos da cidade há manifestações contrárias à Alca. O governo equatoriano quer evitar que os protestos cheguem à região onde se concentram os estrangeiros. O Fórum Social das Américas programou para quinta-feira uma grande manifestação. Várias marchas indígenas têm chegado à capital, saindo do interior.A delegação brasileira no Fórum Social é formada por 40 pessoas ligadas à CUT, Apeoesp (professores), CNBB e Comitê Nacional de Luta Contra a Alca. É liderada pelo candidato derrotado a presidente pelo PSTU, José Maria de Almeida, e João Pedro Stédile, líder do MST.Eles participam do Fórum Social das Américas ´Outra América é Possível´, que ocorre em paralelo à reunião ministerial da Alca e ao Fórum Empresarial das Américas.

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