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Polícia Federal faz operação contra estelionatários em MG

Fraudadores praticavam crimes contra empresários da região metropolitana de Belo Horizonte e no interior

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

06 de novembro de 2009 | 09h55

A Polícia Federal em Minas Gerais desencadeou, nesta sexta-feira, 6, a operação denominada Stellio, que tem o objetivo de combater uma organização criminosa de estelionatários que praticavam crimes contra empresários da região metropolitana de Belo Horizonte, além de outras cidades do interior de Minas, há cerca de quatro anos.

 

Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão e sete de prisão contra membros da organização criminosa, expedidos pela Vara de Inquéritos Policiais da Justiça Estadual de Belo Horizonte. A PF ainda não divulgou o número de presos ou apreensões.

 

Segundo a PF, os fraudadores efetuavam ligações telefônicas aos proprietários das empresas vítimas do esquema criminoso e se apresentavam como supostos presidentes de uma entidade de classe de funcionários de órgãos públicos, como por exemplo, a Associação dos Fiscais da Receita Federal em Minas Gerais, ou a Associação dos Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais.

 

Os suspeitos apresentavam inúmeras vantagens e solicitavam contribuições financeiras para a construção da sede social ou da assinatura de revistas da suposta associação na qual estariam representando.

 

Os estelionatários prestavam informações falsas aos empresários informando que diversos benefícios estariam à disposição das empresas colaboradoras como, por exemplo, a manutenção de um enorme número de Auditores Fiscais empenhados para esclarecer e orientar aos colaboradores todas as dúvidas oriundas das leis tributárias.

 

A quadrilha também confeccionava de maneira fraudulenta, em uma gráfica, diversos documentos, tais como recibos, convites, ofícios e cartões de apresentação em nome da suposta associação, contendo endereço, nomes, telefones e até o brasão da república, todos falsos, o que garantia uma maior credibilidade dos golpes aplicados.

 

Nos golpes aplicados, as vítimas efetuavam pagamentos em dinheiro ou cheques em valores que variavam entre R$ 1 mil e R$ 7 mil. Durante os três meses das investigações foi identificada a tentativa de aplicação do golpe em mais de 100 empresas comerciais, tendo lucro en aproximadamente 30% dos casos.

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