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Polícia Federal prende empresários e político em Roraima

A Polícia Federal de Roraima colocou em prática, desde às 6 horas desta sexta-feira, a Operação Exodus e prendeu empresários e o presidente da Companhia de Água e Esgoto de Roraima, Evandro Moreira, cunhado do governador Ottomar Pinto.O superintendente da PF no Estado, Cláudio Lima de Souza, disse que houve desvio de pelo menos R$ 190 milhões. Também estão detidos os empresários Alecimar Pereira Bastos (Dema), Walter Vogel, Pedro José de Lima Reis, Jan Roman Wilt e Fernando Ferreira de Oliveira.Eles são acusados de crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, evasão de divisa, formação de quadrilha e ficarão presos inicialmente por cinco dias, com possibilidade de aumento em mais cinco.Foram detectadas, segundo a Polícia Federal, movimentações financeiras provenientes e ou destinadas ao Brasil, em contas correntes e subcontas administradas por instituições bancárias nos Estados Unidos.Algumas destas contas, segundo os delegados que fizeram parte da coordenação de uma equipe de 10 agentes de Roraima e do Amazonas, e subcontas possuíam a indiciação de serem de titularidades de empresas estrangeiras, sediadas em paraísos fiscais, e movimentadas por seus procuradores brasileiros.Estes homens figuravam como os reais titulares das subcontas, servindo a constituição dessas empresas apenas como dissimulação, acobertando atividades ilícitas.Atendendo aos pedidos de quebra de sigilo bancário, e franqueado o acesso à documentação correspondente, descortinou-se um universo de simulações para fugir à ação dos órgãos fiscalizadores e de controle das reservas monetárias nacionais, ou seja, um verdadeiro sistema financeiro paralelo globalizado. Além das prisões, os policiais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão e recolheram computadores, documentos, diversos carros, armas de vários calibres e um avião.O auditor da Receita Federal, Roney Freire, um dos coordenadores da ação, admitiu que as prisões desta sexta-feira podem ter ligação com outras realizadas no Estado, a Operação Gafanhoto, em 2003; e a Faraó, que levou mais de 50 pessoas à prisão.

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