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Polícia paulista foi aplaudida em Cannes; era um filme

Os filmes publicitários que comovem o público do 49º Festival Internacional de Publicidade de Cannes têm por objetivo divulgar mensagens de interesse público, mas este ano, a categoria sempre rica em inovações, trouxe poucas surpresas. Tanto que foram raríssimos hoje os plausos da platéia que lotou o salão Debussy do Grand Palais. Um filme criado pela Grottera para comemorar o Dia da Polícia, tendo como cliente o governo do Estado de São Paulo, foi dos poucos a ganhar aplausos. Mostra apenas uma sirene tocando, começando em tons fracos até chegar aos mais fortes e repetitivos em ritmo de música o convite para uma solenidade no paulistano parque do Ibirapuera. As idéias mais simples e globais, sem muitas nuances locais, disse o diretor de criação da DM9DDB, Sergio Valente, continuam a ter mais chances no festival, um dos publicitários brasileiros que acompanhou a exibição dos filmes dessa categoria. Uma coincidência de idéias também marcou a exibição. A agência de publicidade catarinense Prime/DBBS trouxe na bagagem filme criado para a Embratur em que um homem numa praia deserta encontra uma garrafa com uma mensagem dentro. Antes, aparece o aviso que aquela mensagem é importante. Ele pega a garrafa e retira o papel, mas não lê e deposita a garrafa no lixo onde se identifica vidro e o papel também na lixeira apropriada. A mensagem é a da reciclagem. Por sua vez, a Grey & Trace de Barcelona apresentou uma mulher na mesma situação, abrindo pegando na praia uma garrafa com um bilhete, depois que essa percorreu vários lugares e jogando nas lixeiras apropriadas a garrafa e o papel. E o apelo do Ajuntament de Salou da Espanha para a reciclagem do lixo. Entre os comoventes, o garoto que sai com o pai, como se esse fosse para a escola, mas na verdade é o filho que o deixa para estudar. Na Índia, 40% da população adulta é analfabeta e o objetivo da campanha criada pela Leo Burnett de Mumbai para o Asian South Pacific Bureau of Adult Education é reduzir o preconceito das crianças em relação aos pais analfabetos que freqüentam a escola. Outro filme comovente mostrou dois gêmeos xipófagos com a expressão que israelenses e palestinos devem ser vistos unidos umbilicalmente em mais um pedido de paz. De vários países do mundo, surgiram peças criada para o Unicef, pedindo o respeito às crianças. Não faltaram as de defesa também dos direitos dos idosos e de deficientes específicos como os de mal de parkinson ou síndrome de dow. Nesses filmes em que os publicitários estão mais livres para criar, também não falta humor especialmente na defesa dos diferentes, da liberdade de escolha sexual. Nas inovações, um filme da UCI/Paramount, criado pela carioca G Staff de Comunicação mostrou um telefone celular tocando num filme, em momento importante da trama e o pedido para que, em respeito ao público, as pessoas devem desligar o celular ao entrar numa sala de projeção. Os filmes institucionais das forças armadas americanas e inglesas mostraram mais uma vez, como naqueles veiculados no Brasil para o alistamento militar, que nem os mais criativos publicitários do mundo conseguem ainda desenvolver o tema como um pouco mais de criatividade e arrojo. Parecem os mesmos, há décadas.

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