Polícia prende suspeito de criar fórmula de leite adulterado

Engenheiro químico foi preso no momento em que os federais realizavam buscas na Coopervale em Uberaba

24 de outubro de 2007 | 01h26

Entre as 19 pessoas presas na cidade de Uberaba, Minas Gerais, acusadas de adulterar o leite longa vida nas cooperativas Casmil e Coopervale, está o engenheiro químico apontado pela Polícia Federal como o inventor da fórmula, segundo o Jornal da Globo. O delegado da PF Ricardo Ruiz Silva disse que o engenheiro foi detido pelos agentes no momento em que os federais realizavam mandados de busca e apreensão na Coopervale.   Veja também: Parmalat descredencia cooperativas por adulteração de leite 'Consumidor não tem como detectar leite fraudado'   A Operação Ouro Branco, da PF e do Ministério Público Federal (MPF), desarticulou na segunda-feira, 22, uma quadrilha que atuava no Triângulo Mineiro e na região sul de Minas utilizando substâncias químicas impróprias para o consumo humano, como soda cáustica e água oxigenada, com o objetivo de aumentar a longevidade do leite.   Ainda segundo informações do Jornal da Globo, durante os três meses de investigação, os policiais federais já tinham a informação de que o engenheiro químico era o responsável pela fórmula para adulterar o leite e a mistura já era feita há mais de dois anos. Ele nega as acusações.   Pelo menos 27 pessoas foram presas em todo o Estado de Minas sob a acusação de envolvimento na adulteração do leite. O Ministério Público Estadual vai pedir a intervenção judicial da Casmil na cidade de Passos (MG).   Outros esquemas   A PF espera identificar outros esquemas de adulteração de leite longa-vida com base no resultado das análises das amostras que começaram a ser recolhidas em todo o País.   A PF iniciou na terça-feira, 23, o recolhimento de amostras para análises pelo Ministério da Agricultura. De acordo com o delegado Ricardo Ruiz Silva, há indícios de que as fraudes estejam sendo cometidas em outros Estados. A PF já recebeu informações de funcionários de outras cooperativas sobre supostos esquemas de adulteração. A Promotoria de Defesa do Consumidor em Uberaba determinou a apreensão das embalagens de longa-vida das marcas Centenário, Calu e Parmalat.   A Parmalat informou por meio de nota que encaminhou na terça mais de 50 amostras de todo o Brasil para análise, "procedimento que é rotineiro", e já descredenciou as cooperativas investigadas pela PF (Casmil e Coopervale), das quais "comprava apenas leite cru em quantidade muito reduzida". A empresa também colocou à disposição o telefone 0800 11 22 22 para esclarecimentos.   (Com informações de Eduardo Kattah, do Estadão)

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