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Polícia prende suspeito de participar de fraude no Société

Funcionário, interrogado nesta manhã, é acusado de ser cúmplice das fraudes cometidas no banco francês

Reuters e Agência Estado,

08 de fevereiro de 2008 | 11h48

Uma investigação na França sobre o prejuízo de 4,9 bilhões de euros (US$ 7,17 bilhões) do Société Générale foi ampliada com a prisão de um segundo operador nesta sexta-feira, 8, enquanto autoridades procuram descobrir se o operador Jerome Kerviel agiu sozinho.  A ampliação do foco da investigação acontece em um momento em que um tribunal se prepara para decidir se Kerviel, operador de 31 anos acusado pelo banco francês por grandes operações não autorizadas, deve ficar sob custódia.  A polícia francesa confirmou que está interrogando um operador na corretora que executou as ordens para Kerviel. Uma fonte legal afirmou que uma detenção provisória de 24 horas havia sido prorrogada por mais um dia.A corretora é uma subsidiária do SocGen conhecida como Fimat, mas foi rebatizada este ano como Newedge depois que se fundiu com a Calyon Financial. A polícia investigou o escritório da corretora na quinta-feira.  Se a investigação apontar que outras pessoas estiveram envolvidas com as operações ilícitas de Kerviel, os promotores podem ganhar novas bases para as acusações de fraude.  O advogado do SocGen, Jean Veil, afirmou que ainda é "prematuro" fazer qualquer comentário sobre os rumos da investigação.  Kerviel foi colocado sob investigação por quebra de confiança e falsificação, mas foi solto sob supervisão judicial em 28 de janeiro depois que magistrados retiraram as acusações de fraude.  Promotores em Paris apelaram contra a decisão e o resultado da apelação deve ser conhecido ainda nesta sexta-feira.  A promotoria primeiro havia afirmado que temia pelo estado psicológico de Kerviel, mas pediu ao tribunal que colocasse Kerviel sob custódio por receio de que ele fuja. "É preciso verificar se Kerviel se beneficiou pessoalmente", afirmou a porta-voz da promotoria, Ulrika Weiss, na quinta-feira.  O Société Générale acusa Kerviel de negócios não autorizados que levaram o banco a um prejuízo recorde de 4,9 bilhões de euros quando a instituição fechou suas posições.  Kerviel afirmou à agência France Presse, em entrevista na terça-feira, que ele aceita sua parte de responsabilidade pelos prejuízos mas disse que não quer ser feito de bode expiatório.

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