Polícia Rodoviária abate bois em rodovia no MS

Agentes da Polícia Rodoviária Federal abateram a tiros hoje três bois que pastavam nas margens da rodovia BR-163 entre Eldorado e Mundo Novo em Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai. A região está interditada para o trânsito de animais, por causa do foco de aftosa constatada na Fazenda Vezozzo, município de Eldorado. A PRF alegou que o abate foi feito em nome da segurança sanitária e de trânsito.Um policial, que se identificou apenas como Kakanizawa, disse que os animais não poderiam ser removidos vivos para outro local, por causa do risco da aftosa. Segundo ele a PRF está autorizada a abater animais soltos nas estradas e avisar a Agência Estadual e Defesa Sanitária Animal e Vegetal - Iagro. Contudo, ele não sabia informar se o Iagro já tinha sido avisado.Moradores de um acampamento de sem-terras da Federação dos Trabalhadores na Agricultura - Fetagri localizado nas proximidades desossaram os bois e levaram toda a carne. O produto foi distribuído entre as famílias.O dono dos bois, que não se identificou, chegou no local quando só restavam as cabeças e as barrigadas. Até o couro tinha sido levado. Ele disse que os bois escaparam na estrada porque alguém abrira a porteira do sítio. Segundo ele, os animais tinham sido vacinados contra a aftosa e estavam sadios.Caminhões barradosMais de 30 caminhões, procedentes das regiões Norte e Centro-Oeste, tiveram de retornar aos seus Estados de origem entre a tarde de sexta-feira e a madrugada de hoje. Eles foram interceptados na barreira sanitária montada em Castilho (SP), na fronteira com o Mato Grosso do Sul e São Paulo. Outros 10 caminhões carregados com bois vivos, do frigorífico Frigo Estrela, de propriedade do deputado Vadão Gomes (PP-SP), tentaram romper o bloqueio, mas foram barrados.Segundo os fiscais, os caminhões foram carregados quando a proibição valia apenas para a área de proteção no raio de 25km de Eldorado (MS), onde foi localizado o foco de aftosa. "Como os animais foram carregados fora dessa área, os motoristas entendiam que poderiam entrar em São Paulo, mas eles chegaram aqui quando a medida tinha sido ampliada para todo o Mato Grosso do Sul e, no entendimento da Defesa Sanitária, os caminhões não poderiam mesmo passar. Eles forçaram, mas depois concordaram em retornar", explicou Edson Sanches, um dos encarregados da fiscalização na barreira.

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