Polícia suíça investiga explosão em hotel de Davos

Incidente não deixou feridos; em painel, Sarkozy disse que não deixará o euro acabar.

BBC Brasil, BBC

27 de janeiro de 2011 | 13h41

Policiais observam hotel de Davos onde ocorreu explosão

A polícia suíça investiga as causas de uma explosão que ocorreu nesta quinta-feira em um hotel da cidade suíça de Davos, onde é realizado o Fórum Econômico Mundial.

Um porta-voz da polícia afirmou que o incidente ocorreu em um depósito do hotel Posthotel Morosani, localizado a cerca de 2 km da sede principal dos debates.

Segundo o porta-voz, não houve feridos. Os únicos danos causados pela explosão foram algumas janelas quebradas, e organizadores do fórum atribuíram a explosão a fogos de artifício.

O hotel onde ocorreu a explosão receberia nesta quinta-feira um debate a respeito de crime organizado. Entre os participantes convidados estão o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o diretor da Polícia Europeia (Europol), Robert Wainwright.

Um forte esquema de segurança foi montado para o Fórum de Davos, que reúne diversos líderes políticos e empresariais de todo o mundo.

Sarkozy

Nesta quinta-feira, durante um painel realizado no Fórum Econômico Mundial, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que tanto o seu país quanto a Alemanha não deixarão o euro acabar.

"Seja a chanceler (alemã, Angela) Merkel ou eu, nunca daremos as costas ao euro", disse Sarkozy, que atualmente preside o G20 - grupo que reúne as maiores economias do mundo. "Nunca abandonaremos o euro."

No ano passado, devido aos planos de ajuda à Grécia e à Irlanda, França e Alemanha lideraram um movimento para modificar as regras que gerenciam o funcionamento da União Europeia (UE), para evitar que novas crises contaminassem o bloco inteiro.

Entre as propostas, estava a suspensão do direito a voto nas cúpulas europeias para os países que tenham déficit maior que 3% de seus PIBs, algo que o governo da Espanha - ele mesmo envolvido em uma grave crise fiscal - considerou "exagerado".

Risco para a UE

Por sua vez, o presidente do banco americano JP Morgan Chase, Jamie Dimon, afirmou nesta quinta-feira, em Davos, que seria "muito arriscado" forçar os países da UE a reestruturarem as suas dívidas.

Segundo o executivo, fazer isto obrigaria os bancos que detêm títulos da dívida da zona do euro a assumirem perdas, o que, segundo ele, os levaria a buscar ajuda dos governos para se salvarem.

"Acho que a Europa adotou a sua única boa opção, que era terminar com a crise, porque se você não consertar isto aqui, você vai consertar aquilo ali, que é o sistema bancário", disse Dimon. "Eu acho que isto teria sido muito arriscado."

Há planos para a adoção pela UE de um mecanismo permanente para ajudar países da zona do euro que tenham problemas com suas dívidas. Esta proposta prevê que o setor bancário também deve assumir, em casos específicos, parte dos custos destas reestruturações. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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