Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Polícia usa bombas para dispersar novo protesto de servidores na Alerj

Manifestantes tentaram entrar novamente no prédio após ocuparem na véspera o salão onde acontecem as votações

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2016 | 17h02

RIO - Servidores que fazem manifestação desde as 14 horas desta quarta-feira, 9, em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tentaram invadir o prédio, por volta das 16 horas, e foram impedidos por cerca de 50 policiais militares, que, postados junto à porta, lançaram bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Até as 16h15 não havia registro de feridos ou detidos.

Os servidores estaduais são das áreas de saúde, educação e meio ambiente, entre outros. Em discurso antes da tentativa de invasão do prédio, eles afirmaram que iriam entrar "por bem ou por mal" para falar pessoalmente com o presidente da Casa, deputado estadual Jorge Picciani (PMDB). Até então eles estavam concentrados na escadaria da Alerj e na área em frente ao prédio.

Às 16h eles passaram a forçar a entrada e foram coibidos pelos PMs que, munidos de escudos e capacetes, lançaram bombas de efeito moral. Os servidores revidaram jogando copos e garrafas de plástico na direção dos policiais. 

Mais cedo, o anúncio feito ao microfone por um dos servidores a respeito da decisão de Picciani de retirar das discussões do pacote de medidas enviado pelo governo estadual para equilibrar as contas públicas o aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo foi comemorado como uma vitória da manifestação da véspera, quando milhares de manifestantes conseguiram entrar na Casa. Mas os servidores pretendem continuar protestando. "A gente não vai descansar enquanto não derrubar todos os projetos", afirmou um dos manifestantes.

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