Ueslei Marcelino/ Reuters
Ueslei Marcelino/ Reuters

Governo convoca reunião com policiais para tentar conter insatisfação com reajuste de 5%

Aumento foi visto como insuficiente pelos profissionais de segurança pública, que receberam promessa de Bolsonaro de recomposição salarial acima da inflação

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2022 | 13h01

BRASÍLIA - O governo convocou para as 14h desta segunda-feira, 18, uma reunião com representantes dos policiais federais para tentar acalmar os ânimos da segurança pública, após o presidente Jair Bolsonaro optar pelo reajuste salarial de 5% para todo o funcionalismo - o que não atende às demandas da categoria.

Capitaneado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, o encontro terá a presença de representantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional. Deputados ligados à chamada “bancada da bala”, como Marcelo Freitas (União Brasil-MG) e Sanderson (PL-RS), também devem comparecer.

A reunião foi convocada no final de semana após forte pressão dos policiais. O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Firme, embarcou há pouco rumo a Brasília, para a reunião. “Estou tentando chegar a tempo”, disse ao Estadão/Broadcast. Segundo ele, a demanda por um reajuste amplo será renovada na reunião.

O reajuste geral de 5% ao funcionalismo, decidido em reunião no Palácio do Planalto na última quarta-feira com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, foi visto como insuficiente pelos profissionais de segurança pública, que receberam a promessa de Bolsonaro de uma reestruturação ampla das carreiras, inclusive com recomposição salarial acima da inflação.

No entanto, o governo vê o compromisso assumido pelo presidente como arriscado, diante da possibilidade de incendiar ainda mais a mobilização de outras categorias, como servidores do Banco Central e da Receita Federal, também insatisfeitos com seus atuais salários.

Por determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal, qualquer aumento com despesas de pessoal precisa constar da folha de pagamento de julho, antes de 180 dias do fim do mandato presidencial.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa de Anderson Torres não se manifestou até o fechamento deste texto.

 

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