Política comercial do Brasil será sabatinada na OMC

Às vésperas de completar dois anos e sofrendo críticas cada vez mais duras por parte do setor privado brasileiro, a política comercial do governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta amanhã um de seus principais teste na Organização Mundial do Comércio (OMC). A entidade fará uma sabatina do País, exigindo do governo respostas a mais de 300 queixas e pedidos de esclarecimentos que foram encaminhados à Brasília pelos principais parceiros comerciais do Brasil. O governo irá à reunião preparado para mostrar que o comércio faz parte de sua estratégia de modernizar a economia e tentar reduzir os problemas sociais do País. Mas uma das principais sugestões da OMC será a de reduzir o custo do capital no Brasil, o que favoreceria as exportações e evitaria programas de apoio financeiro que podem ter efeitos distorcidos. A avaliação sobre o País ocorre a cada quatro anos e, segundo a OMC, desde a última vez que o Brasil foi avaliado, medidas positivas foram tomadas para liberalizar a economia. Segundo entidade, essas políticas ajudaram a promover uma maior integração do País à economia mundial e deixaram o Brasil menos vulnerável aos choques externos. A OMC também aponta que as exportações foram "essenciais" para a recuperação do País após as turbulências enfrentadas no final de 2002 e 2003. Mas alertando que desempenho da economia do País foi apenas "modesto" nestes últimos anos, a OMC sugere que novas aberturas terão de ocorrer para que o crescimento seja acelerado. A OMC também deixa claro que, ainda que o comércio tenha sido uma peça chave no desenvolvimento do País nos últimos anos, o governo ainda não conseguiu resolver questões como a da desigualdade social.

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