Política de preços da Petrobras não muda, diz diretor

A política de preços Petrobras para os combustíveis deve permanecer igual a do governo passado e um novo reajuste no preço da gasolina está sendo estudado, disse hoje o diretor financeiro da estatal, José Sérgio Gabrielli, em entrevista à Agência Estado. "(O aumento) continua sendo estudado. Não posso dizer se ainda (haverá reajuste) este mês", afirmou. "A empresa irá avaliar a política de preços do ponto de vista da rentabilidade para ela", disse.Segundo ele, a estatal deverá ajustar o orçamento este ano ao cenário de maior instabilidade internacional. Ele admitiu que o investimento recorde de US$ 6 bilhões previsto para 2003 pode ser revisto. O executivo não quis detalhar como serão esses ajustes. "Acredito que 2003 é um ano de consolidação dos investimentos já feitos." Ele informou que o orçamento será fechado este mês.O diretor financeiro da Petrobras classificou como positivo o encontro que teve com analistas em Nova York, Londres e São Paulo. Ele afirmou que as perguntas mais freqüentes foram sobre como será a política de preços, a independência da empresa e a relação com os acionistas minoritários. "Tentamos repassar para os analistas de mercado as posições que o presidente José Eduardo Dutra tem defendido. Isso tem dado bons resultados".O diretor da estatal acredita que as captações da estatal não serão prejudicadas pelo fato de um acadêmico estar na área financeira da maior empresa brasileira. Segundo ele, grande parte da atual equipe será mantida, assim como a política de transparência no relacionamento com o mercado. "A empresa continua funcionando normalmente, buscando alongar o perfil de sua dívida", afirmou. "Não visualizamos nenhum problema de caixa ou de captação de recursos." O executivo disse, porém, que é preciso levar em conta em todas as estratégicas a avaliação do risco Brasil.O projeto de internacionalização da estatal será mantido, afirmou. Entretanto, o executivo disse que dificilmente, com o cenário atual, a companhia partirá para novas aquisições no exterior. Ele afirmou que a turbulência durante o processo de absorção de um "estrangeiro" é compreensivo.A Petrobras não planeja fazer uma captação agora para aproveitar a oportunidade que o mercado financeiro abriu para as empresas brasileiras. Segundo o diretor financeiro da estatal, "não existe uma situação de emergência, com a empresa necessitando buscar recursos externos nesse momento de ameaça de guerra no Iraque". Para ele, ?o excepcional é a volatilidade do preço do petróleo e os impactos disso sobre a conjuntura internacional". Mas isso, disse, ?não tem trazido para a Petrobras uma situação de emergência, em que ela precise fazer uma captação extraordinária, buscar recursos extras".

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